Foto de Ângelo Arroyo

Ângelo
Arroyo

6/11/1928 - 1976
São Paulo, SP
Metalúrgico e ComercianteMetallurgist and TraderMetalúrgico y comerciante

O operário metalúrgico Ângelo Arroyo militou no movimento sindical paulista durante a década de 1950, quando se tornou um dos líderes do Sindicato dos Metalúrgicos. Em 1945, entrou para o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e depois se tornou membro do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Na resistência ao golpe civil-militar, ajudou a criar e a organizar os destacamentos guerrilheiros do sul do Pará, na região do Araguaia. Era um dos comandantes dessa organização guerrilheira e foi um dos poucos combatentes da Guerrilha do Araguaia que sobreviveu e furou o cerco militar. Conseguiu retornar a São Paulo, levando consigo um relatório detalhado sobre as atividades da guerrilha e a respeito da prisão e morte de seus companheiros guerrilheiros.

Foi fuzilado em 16 de dezembro de 1976, durante um ataque dos militares a uma reunião do Comitê Central do PCdoB, que ficou conhecido como Chacina da Lapa, uma das mais cruéis ações da ditadura. Agentes do DOI-CODI de São Paulo cercaram e atacaram uma casa no bairro da Lapa, na capital paulista, e assassinaram, além de Ângelo Arroyo, Pedro Pomar e João Baptista Franco Drummond, outros membros do partido. O relatório feito por Ângelo sobre o que se passou no Araguaia foi apreendido na mesma noite, e é considerado até hoje o mais completo documento sobre a repressão e os desparecidos da guerrilha.

Metallurgical worker Ângelo Arroyo was active in the São Paulo union movement during the 1950s, when he became one of the leaders of the Metalworkers Union. In 1945, he joined the Brazilian Communist Party (PCB) and later became a member of the Central Committee of the Communist Party of Brazil (PCdoB).

In resisting the civil-military coup, he helped to create and organize guerrilla detachments in the south of Pará, in the Araguaia region. He was one of the commanders of this guerrilla organization and was one of the few fighters from the Araguaia Guerrilla who survived and broke the military siege. He managed to return to São Paulo, taking with him a detailed report on the guerrilla activities and regarding the arrest and death of his fellow guerrillas.

He was shot on December 16, 1976, during a military attack on a meeting of the PCdoB Central Committee, which became known as Chacina da Lapa, one of the cruelest actions of the dictatorship. DOI-CODI agents from São Paulo surrounded and attacked a house in the Lapa neighborhood, in the capital of São Paulo, and murdered, in addition to Ângelo Arroyo, Pedro Pomar and João Baptista Franco Drummond, other party members. The report made by Ângelo on what happened in Araguaia was seized the same night, and is considered to this day the most complete document on the repression and those missing from the guerrilla.

El trabajador metalúrgico Ângelo Arroyo participó activamente en el movimiento sindical de São Paulo durante la década de 1950, cuando se convirtió en uno de los líderes del Sindicato de Trabajadores Metalúrgicos. En 1945 se incorporó al Partido Comunista Brasileño (PCB) y posteriormente se convirtió en miembro del Comité Central del Partido Comunista de Brasil (PCdoB).

Al resistir el golpe cívico-militar, ayudó a crear y organizar destacamentos guerrilleros en el sur de Pará, en la región de Araguaia. Fue uno de los comandantes de esta organización guerrillera y fue uno de los pocos combatientes de la Guerrilla de Araguaia que sobrevivió y rompió el cerco militar. Logró regresar a São Paulo, llevando consigo un informe detallado sobre las actividades guerrilleras y sobre el arresto y muerte de sus compañeros guerrilleros.

Fue fusilado el 16 de diciembre de 1976, durante un ataque militar a una reunión del Comité Central del PCdoB, que pasó a ser conocida como Chacina da Lapa, una de las acciones más crueles de la dictadura. Agentes del DOI-CODI paulista rodearon y atacaron una casa en el barrio de Lapa, en la capital paulista, y asesinaron, además de Ângelo Arroyo, Pedro Pomar y João Baptista Franco Drummond, a otros militantes del partido. El informe elaborado por Ângelo sobre lo sucedido en Araguaia fue incautado esa misma noche, y es considerado hasta el día de hoy el documento más completo sobre la represión y los desaparecidos de la guerrilla.

Circunstância da morte não informada.

Circumstance of death not reported.

Circunstancias de la muerte no informadas.

Conclusão da CNV não informada.

CNV conclusion not informed.

Conclusión CNV no informada.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO