Foto de Antonio Guilherme Ribeiro Ribas

Antonio
Guilherme
Ribeiro
Ribas

20/9/1946 - 1973
São Paulo, SP
Estudante/BancárioStudent/BankerEstudiante/banquero

As informações encontradas no Relatório Arroyo são de que Antônio Guilherme Ribeiro Ribas e Jaime Petit da Silva encontraram no dia 28 ou 29 de novembro de 1973 com uma patrulha do Exército, perto da Grota do Nascimento, desligando-se do grupo. Confirmando esta versão, o relatório do Ministério do Exército, de 1993, menciona que Ferreira foi morto em confronto com as “forças de segurança”.

Já o relatório da Marinha, do mesmo ano, registra a informação, aparentemente equivocada, de que ele morreu em 20 de fevereiro de 1973. A versão do relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), produzido pelo Ministério do Exército, diverge dos dados acima, determinando como data de morte de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, relacionado com o codinome “Zé Ferreira”, o dia 19 de dezembro de 1973.

O caso de Antônio foi investigado pela família, em conjunto com o Comitê Brasileiro pela Anistia de São Paulo, tendo em vista elucidar as circunstâncias de seu desaparecimento forçado e recuperar seus restos mortais. O irmão de Antônio, José Dalmo Ribeiro Ribas, foi até o Quartel General do II Exército, em São Paulo, procurando informações diretas com o Comandante Dilermando Monteiro. Foi recebido pelo tenente-coronel Pinheiro, que lhe assegurou ser o assunto reservado mesmo dentro do Exército, e sugeriu que não buscasse mais notícias de Antônio.

The information found in the Arroyo Report is that Antônio Guilherme Ribeiro Ribas and Jaime Petit da Silva met on November 28 or 29, 1973 with an Army patrol, near Grota do Nascimento, leaving the group. Confirming this version, the 1993 Ministry of the Army report mentions that Ferreira was killed in a confrontation with the “security forces”.

The Navy report from the same year records the information, apparently incorrect, that he died on February 20, 1973. The version of the Army Information Center (CIE) report, produced by the Ministry of the Army, differs from the data above, determining the date of death of Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, related to the code name “Zé Ferreira”, as December 19, 1973.

Antônio's case was investigated by the family, together with the Brazilian Committee for Amnesty of São Paulo, with a view to elucidating the circumstances of his forced disappearance and recovering his remains. Antônio's brother, José Dalmo Ribeiro Ribas, went to the General Headquarters of the II Army, in São Paulo, seeking direct information from Commander Dilermando Monteiro. He was received by Lieutenant Colonel Pinheiro, who assured him that it was a reserved matter even within the Army, and suggested that he not seek any further news from Antônio.

La información encontrada en el Informe Arroyo es que Antônio Guilherme Ribeiro Ribas y Jaime Petit da Silva se reunieron el 28 o 29 de noviembre de 1973 con una patrulla del Ejército, cerca de Grota do Nascimento, abandonando el grupo. Confirmando esta versión, el informe del Ministerio del Ejército de 1993 menciona que Ferreira fue asesinado en un enfrentamiento con las “fuerzas de seguridad”.

El informe de la Marina del mismo año registra la información, aparentemente incorrecta, de que falleció el 20 de febrero de 1973. La versión del informe del Centro de Información del Ejército (CIE), elaborado por el Ministerio del Ejército, difiere de los datos anteriores, determinando la fecha de muerte de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, relacionada con el nombre clave “Zé Ferreira”, como el 19 de diciembre de 1973.

El caso de Antônio fue investigado por la familia, junto con el Comité Brasileño de Amnistía de São Paulo, con miras a esclarecer las circunstancias de su desaparición forzada y recuperar sus restos. El hermano de Antônio, José Dalmo Ribeiro Ribas, acudió al Cuartel General del II Ejército, en São Paulo, en busca de información directa del comandante Dilermando Monteiro. Fue recibido por el teniente coronel Pinheiro, quien le aseguró que se trataba de un asunto reservado incluso dentro del Ejército y le sugirió que no buscara más noticias de Antônio.

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas é considerado desaparecido político por não terem sido entregues os restos mortais aos seus familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”.

Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas is considered a politically disappeared person because his remains were not handed over to his family, which has not allowed his burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”.

Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of the case of Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, location of his mortal remains, rectification of the death certificate, identification and accountability of the other agents involved, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas es considerado desaparecido político porque sus restos no fueron entregados a su familia, que hasta el día de hoy no ha permitido su sepultura. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”.

Por lo tanto, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, ubicación de sus restos mortales, rectificación del certificado de defunción, identificación y responsabilidad de los demás agentes involucrados, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO