Antonio
Guilherme
Ribeiro
Ribas
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
As informações encontradas no Relatório Arroyo são de que Antônio Guilherme Ribeiro Ribas e Jaime Petit da Silva encontraram no dia 28 ou 29 de novembro de 1973 com uma patrulha do Exército, perto da Grota do Nascimento, desligando-se do grupo. Confirmando esta versão, o relatório do Ministério do Exército, de 1993, menciona que Ferreira foi morto em confronto com as “forças de segurança”.
Já o relatório da Marinha, do mesmo ano, registra a informação, aparentemente equivocada, de que ele morreu em 20 de fevereiro de 1973. A versão do relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), produzido pelo Ministério do Exército, diverge dos dados acima, determinando como data de morte de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, relacionado com o codinome “Zé Ferreira”, o dia 19 de dezembro de 1973.
O caso de Antônio foi investigado pela família, em conjunto com o Comitê Brasileiro pela Anistia de São Paulo, tendo em vista elucidar as circunstâncias de seu desaparecimento forçado e recuperar seus restos mortais. O irmão de Antônio, José Dalmo Ribeiro Ribas, foi até o Quartel General do II Exército, em São Paulo, procurando informações diretas com o Comandante Dilermando Monteiro. Foi recebido pelo tenente-coronel Pinheiro, que lhe assegurou ser o assunto reservado mesmo dentro do Exército, e sugeriu que não buscasse mais notícias de Antônio.
The information found in the Arroyo Report is that Antônio Guilherme Ribeiro Ribas and Jaime Petit da Silva met on November 28 or 29, 1973 with an Army patrol, near Grota do Nascimento, leaving the group. Confirming this version, the 1993 Ministry of the Army report mentions that Ferreira was killed in a confrontation with the “security forces”.
The Navy report from the same year records the information, apparently incorrect, that he died on February 20, 1973. The version of the Army Information Center (CIE) report, produced by the Ministry of the Army, differs from the data above, determining the date of death of Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, related to the code name “Zé Ferreira”, as December 19, 1973.
Antônio's case was investigated by the family, together with the Brazilian Committee for Amnesty of São Paulo, with a view to elucidating the circumstances of his forced disappearance and recovering his remains. Antônio's brother, José Dalmo Ribeiro Ribas, went to the General Headquarters of the II Army, in São Paulo, seeking direct information from Commander Dilermando Monteiro. He was received by Lieutenant Colonel Pinheiro, who assured him that it was a reserved matter even within the Army, and suggested that he not seek any further news from Antônio.
La información encontrada en el Informe Arroyo es que Antônio Guilherme Ribeiro Ribas y Jaime Petit da Silva se reunieron el 28 o 29 de noviembre de 1973 con una patrulla del Ejército, cerca de Grota do Nascimento, abandonando el grupo. Confirmando esta versión, el informe del Ministerio del Ejército de 1993 menciona que Ferreira fue asesinado en un enfrentamiento con las “fuerzas de seguridad”.
El informe de la Marina del mismo año registra la información, aparentemente incorrecta, de que falleció el 20 de febrero de 1973. La versión del informe del Centro de Información del Ejército (CIE), elaborado por el Ministerio del Ejército, difiere de los datos anteriores, determinando la fecha de muerte de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, relacionada con el nombre clave “Zé Ferreira”, como el 19 de diciembre de 1973.
El caso de Antônio fue investigado por la familia, junto con el Comité Brasileño de Amnistía de São Paulo, con miras a esclarecer las circunstancias de su desaparición forzada y recuperar sus restos. El hermano de Antônio, José Dalmo Ribeiro Ribas, acudió al Cuartel General del II Ejército, en São Paulo, en busca de información directa del comandante Dilermando Monteiro. Fue recibido por el teniente coronel Pinheiro, quien le aseguró que se trataba de un asunto reservado incluso dentro del Ejército y le sugirió que no buscara más noticias de Antônio.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br