Ari
de Oliveira
Mendes
Cunha
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Ari de Oliveira Mendes Cunha morreu no dia 1o de abril de 1964, de acordo com relatório da CEMDP. O relatório cita matéria jornalística veiculada pela revista O Cruzeiro, no dia 10 de abril do mesmo ano, na qual pode-se ler: 14 horas. É o sangue. A multidão tenta mais uma vez invadir e depredar o Clube Militar. Um carro da PM posta-se diante do Clube. O povo presente vaia os soldados. Mais tarde, choque do Exército… dispersam os agitadores, que voltam a recarga, pouco depois. Repelidos a bala, deixam em campo, feridos, vários manifestantes: entre eles Labib Carneiro Habibude e Ari de Oliveira Mendes Cunha, que morreram às 22h no Pronto-Socorro. Nesse mesmo relatório, há indicação de que, embora a CEMDP tenha realizado diligências no sentido de localizar os familiares de Ari de Oliveira, o resultado de tais ações frustrou-se, não sendo apresentado requerimento para o exame da Comissão Especial. O Dossiê Ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985) afirma que Ari de Oliveira Mendes Cunha foi morto no dia 1o de abril de 1964, data do Golpe Militar que instaurou a ditadura no Brasil: […] em escaramuças de rua quando populares tentavam se opor ao golpe militar, no Rio de Janeiro, próximo ao Largo do CACO, na Faculdade Nacional de Direito (atual UFRJ). Houve um cerco realizado por agentes da repressão que lançaram bombas e metralharam o prédio. Dois populares que se encontravam nas proximidades foram baleados. Ari foi levado ao Hospital Souza Aguiar, onde faleceu. Seu corpo deu entrada no IML/RJ em 2 de abril de 1964, com a guia 137. Até o presente momento, não foram identificadas informações precisas sobre o local de sepultamento dos restos mortais de Ari de Oliveira Mendes Cunha.
Ari de Oliveira Mendes Cunha died on April 1, 1964, according to a CEMDP report. The report cites a journalistic article published by the magazine O Cruzeiro, on April 10 of the same year, which reads: 2 pm. It's the blood. The crowd tries once again to invade and vandalize the Military Club. A police car stands in front of the Club. The people present boo the soldiers. Later, the Army's shock... dispersed the agitators, who returned to reloading shortly afterwards. Repelled by bullets, they left several protesters injured on the field: among them Labib Carneiro Habibude and Ari de Oliveira Mendes Cunha, who died at 10pm in the Emergency Room. In the same report, there is an indication that, although CEMDP took steps to locate Ari de Oliveira's family members, the result of such actions was frustrated, with no request being submitted for examination by the Special Commission. The Dictatorship Dossier: dead and missing politicians in Brazil (1964-1985) states that Ari de Oliveira Mendes Cunha was killed on April 1, 1964, the date of the Military Coup that established the dictatorship in Brazil: […] in street skirmishes when people tried to oppose the military coup, in Rio de Janeiro, near Largo do CACO, at the National Faculty of Law (currently UFRJ). There was a siege carried out by repression agents who threw bombs and machine-gunned the building. Two people who were nearby were shot. Ari was taken to Souza Aguiar Hospital, where he died. His body was admitted to the IML/RJ on April 2, 1964, with guide number 137. To date, no precise information has been identified regarding the burial place of Ari de Oliveira Mendes Cunha's remains.
Ari de Oliveira Mendes Cunha murió el 1 de abril de 1964, según un informe del CEMDP. El informe cita un artículo periodístico publicado por la revista O Cruzeiro, el 10 de abril del mismo año, que dice: 14 h. Es la sangre. La multitud intenta una vez más invadir y vandalizar el Club Militar. Un coche de policía se encuentra delante del Club. Los presentes abuchean a los soldados. Posteriormente, el shock del Ejército... dispersó a los agitadores, que poco después volvieron a recargar. Repelidos por las balas, dejaron heridos en el campo a varios manifestantes: entre ellos Labib Carneiro Habibude y Ari de Oliveira Mendes Cunha, fallecido a las 22 horas en el Servicio de Urgencias. En el mismo informe se indica que, si bien el CEMDP tomó medidas para localizar a los familiares de Ari de Oliveira, el resultado de dichas acciones fue frustrado, sin que se presentara ninguna solicitud para su examen por parte de la Comisión Especial. El Dossier Dictadura: políticos muertos y desaparecidos en Brasil (1964-1985) afirma que Ari de Oliveira Mendes Cunha fue asesinado el 1 de abril de 1964, fecha del Golpe Militar que instauró la dictadura en Brasil: […] en escaramuzas callejeras cuando la gente intentaba oponerse al golpe militar, en Río de Janeiro, cerca de Largo do CACO, en la Facultad Nacional de Derecho (actualmente UFRJ). Hubo un asedio realizado por agentes represivos que lanzaron bombas y ametrallaron el edificio. Dos personas que se encontraban cerca recibieron disparos. Ari fue trasladado al Hospital Souza Aguiar, donde falleció. Su cuerpo fue ingresado en el IML/RJ el 2 de abril de 1964, con número de guía 137. Hasta la fecha, no se ha identificado información precisa sobre el lugar de sepultura de los restos de Ari de Oliveira Mendes Cunha.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br