Foto de Aurea Eliza Pereira

Aurea
Eliza
Pereira

6/4/1950 - 1974
Monte Belo, MG
EstudanteStudentAlumno

Os últimos registros sobre Áurea Eliza Pereira no Relatório Arroyo remontam ao dia 25 de dezembro de 1973, aproximadamente a um quilômetro do acampamento onde ocorreu o Chafurdo de Natal.

Na ocasião, ela estava acompanhada do guerrilheiro Pedro Alexandrino de Oliveira Filho quando encontrou outros companheiros e relatou ter ouvido um tiroteio e helicópteros na direção do acampamento. O grupo decidiu, então, afastar-se do local. No relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), do Ministério do Exército, consta que Áurea teria sido presa em 30 de abril de 1974, e depoimentos de moradores da região indicam a passagem de Áurea por órgãos da repressão, sem haver, contudo, uma versão conclusiva sobre seu paradeiro.

Segundo depoimento do ex-militante do PCdoB Amaro Lins, elencado pelo livro “Dossiê Ditadura”, Áurea teria sido vista com vida no 23° Batalhão de Infantaria da Selva, em Marabá (PA), no início de 1974. Amaro, que estava preso no local, relata ter ouvido um policial dizer à guerrilheira que ela iria “viajar” – o que significaria ser executada. Já uma moradora de Xambioá, mencionada pelo Relatório da CEMDP, alegou que Áurea teria sido vista morta na delegacia da cidade, e seu que corpo teria sido enterrado no cemitério de Xambioá. O ex-guia do Exército Pedro Ribeiro Alves também declarou tê-la visto na cidade de Xambioá, mas em seu depoimento ao MPF, citado pelo “Dossiê Ditadura”, afirmou que a viu chegar viva e de helicóptero no acampamento do Exército nesta cidade.

De acordo com o livro da CEMDP, o Relatório do Ministério Público Federal de 2002 concluiu que Áurea teria sido “presa, junto com Batista”, camponês que se juntou à guerrilha, “na casa de uma moradora da região, onde iam comer diariamente” e levada à base de Xambioá. Em consonância com esta versão, o “Dossiê Ditadura” menciona o depoimento do ex-guia do Exército Sinézio Martins Ribeiro ao MPF e o relato de Raimunda Pereira Gomes publicado na obra “Vestígios do Araguaia”. Sinézio afirmou que soube, por outros guias, que eles teriam prendido Áurea e Batista na casa de Petronilha Ferreira dos Santos, após a camponesa tê-los denunciado. Os guias teriam os conduzido à casa de Arlindo e os entregado aos militares, que os levaram a Xambioá. Sinézio alegou não ter visto Áurea com vida neste local.

Neste sentido, Raimunda Gomes – filha de Petrolina – confirmou que os dois guerrilheiros iam rotineiramente à sua casa para se alimentar e que sua mãe os entregou por medo aos militares. Raimunda corroborou que Áurea e Batista teriam sido presos em sua casa. Por fim, o relatório do Ministério da Marinha, encaminhado ao ministro da Justiça Maurício Corrêa em 1993, assenta que a guerrilheira teria sido morta em 13 de junho de 1974.

The last records about Áurea Eliza Pereira in the Arroyo Report date back to December 25, 1973, approximately one kilometer from the camp where the Natal Wallowing occurred.

At the time, she was accompanied by guerrilla fighter Pedro Alexandrino de Oliveira Filho when she met other companions and reported hearing gunfire and helicopters in the direction of the camp. The group then decided to leave the place. The report from the Army Information Center (CIE), of the Ministry of the Army, states that Áurea was arrested on April 30, 1974, and testimonies from residents of the region indicate that Áurea passed through repression bodies, without, however, a conclusive version of her whereabouts.

According to testimony from former PCdoB militant Amaro Lins, listed in the book “Dossiê Ditadura”, Áurea was seen alive in the 23rd Jungle Infantry Battalion, in Marabá (PA), at the beginning of 1974. Amaro, who was arrested at the scene, reports having heard a police officer tell the guerrilla that she was going to “travel” – which would mean being executed. A resident of Xambioá, mentioned in the CEMDP Report, claimed that Áurea had been seen dead at the city police station, and her body had been buried in the Xambioá cemetery. Former Army guide Pedro Ribeiro Alves also stated that he had seen her in the city of Xambioá, but in his statement to the MPF, cited by “Dossier Ditadura”, he stated that he saw her arrive alive and by helicopter at the Army camp in this city.

According to the CEMDP book, the 2002 Federal Public Ministry Report concluded that Áurea had been “arrested, together with Batista”, a peasant who joined the guerrilla, “in the house of a resident of the region, where they went to eat daily” and taken to the Xambioá base. In line with this version, the “Ditadura Dossier” mentions the testimony of former Army guide Sinézio Martins Ribeiro to the MPF and the report by Raimunda Pereira Gomes published in the work “Vestígios do Araguaia”. Sinézio stated that he learned, from other guides, that they had arrested Áurea and Batista in the house of Petronilha Ferreira dos Santos, after the peasant woman had denounced them. The guides allegedly took them to Arlindo's house and handed them over to the military, who took them to Xambioá. Sinézio claimed not to have seen Áurea alive in this place.

In this sense, Raimunda Gomes – Petrolina's daughter – confirmed that the two guerrillas routinely went to her house to feed and that her mother handed them over out of fear to the military. Raimunda corroborated that Áurea and Batista had been arrested in their home. Finally, the report from the Ministry of the Navy, sent to the Minister of Justice Maurício Corrêa in 1993, states that the guerrilla was killed on June 13, 1974.

Los últimos registros sobre Áurea Eliza Pereira en el Informe Arroyo datan del 25 de diciembre de 1973, aproximadamente a un kilómetro del campamento donde ocurrió el Revolcadero Natal.

En ese momento, estaba acompañada por el guerrillero Pedro Alexandrino de Oliveira Filho cuando se encontró con otros compañeros y denunció haber escuchado disparos y helicópteros en dirección al campamento. Entonces el grupo decidió abandonar el lugar. El informe del Centro de Información del Ejército (CIE), del Ministerio del Ejército, señala que Áurea fue detenida el 30 de abril de 1974, y testimonios de vecinos de la región indican que Áurea pasó por cuerpos de represión, sin que, sin embargo, haya una versión concluyente sobre su paradero.

Según el testimonio del ex militante del PCdoB Amaro Lins, que figura en el libro “Dossiê Ditadura”, Áurea fue vista con vida en el 23.º Batallón de Infantería de Selva, en Marabá (PA), a principios de 1974. Amaro, que fue arrestada en el lugar, relata haber escuchado a un policía decirle a la guerrilla que iba a “viajar”, ​​lo que significaría ser ejecutada. Un vecino de Xambioá, mencionado en el Informe del CEMDP, afirmó que Áurea había sido vista muerta en la comisaría de la ciudad y su cuerpo había sido enterrado en el cementerio de Xambioá. El ex guía del Ejército Pedro Ribeiro Alves también afirmó que la había visto en la ciudad de Xambioá, pero en su declaración al MPF, citada por “Dossier Ditadura”, afirmó que la vio llegar viva y en helicóptero al campamento del Ejército en esta ciudad.

Según el libro del CEMDP, el Informe del Ministerio Público Federal de 2002 concluyó que Áurea había sido “detenida junto con Batista”, un campesino que se unió a la guerrilla, “en la casa de un vecino de la región, donde iban a comer diariamente” y conducidas a la base de Xambioá. En línea con esta versión, el “Dossier Ditadura” menciona el testimonio del ex guía del Ejército Sinézio Martins Ribeiro ante el MPF y el informe de Raimunda Pereira Gomes publicado en la obra “Vestígios do Araguaia”. Sinézio afirmó que supo, por otros guías, que habían arrestado a Áurea y Batista en la casa de Petronilha Ferreira dos Santos, luego de que la campesina los denunciara. Los guías supuestamente los llevaron a la casa de Arlindo y los entregaron a los militares, quienes los llevaron a Xambioá. Sinézio afirmó no haber visto a Áurea con vida en este lugar.

En este sentido, Raimunda Gomes -hija de Petrolina- confirmó que los dos guerrilleros iban habitualmente a su casa a alimentarse y que su madre los entregó por miedo a los militares. Raimunda corroboró que Áurea y Batista habían sido detenidos en su domicilio. Finalmente, el informe del Ministerio de Marina, enviado al Ministro de Justicia Maurício Corrêa en 1993, afirma que el guerrillero fue asesinado el 13 de junio de 1974.

Áurea Eliza Pereira é considerada desaparecida política por não terem sido entregues os restos mortais aos seus familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”.

Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Aurea, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos e responsabilização dos agentes da repressão envolvidos no caso, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Áurea Eliza Pereira is considered a politically missing person because her remains were not handed over to her family, which has not allowed her burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”.

Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of Aurea's case, location of her mortal remains, rectification of the death certificate, identification and accountability of the other agents involved and accountability of the agents of repression involved in the case, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Áurea Eliza Pereira es considerada desaparecida política porque sus restos no fueron entregados a su familia, la cual no ha permitido su sepultura hasta el día de hoy. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”.

Por lo tanto, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Aurea, ubicación de sus restos mortales, rectificación del certificado de defunción, identificación y rendición de cuentas de los demás agentes involucrados y rendición de cuentas de los agentes de represión involucrados en el caso, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO