Foto de Avelmar Moreira de Barros

Avelmar
Moreira
de Barros

11/3/1917 - 1970
Viamão, RS
AgricultorFarmerAgricultor

Segundo registros da imprensa da época, anexados ao relatório da CEMDP, Avelmar Moreira de Barros teria sido preso após “batida” que procurava esclarecer o assalto praticado contra a agência do Banco do Brasil e levado para o prédio do DOPS em Porto Alegre, no dia 22 de março de 1970.

De acordo com a versão oficial, o agricultor teria cometido suicídio dois dias após a sua prisão, usando lâmina de barbear. A necropsia, realizada pelo Instituto Médico Legal (IML), descreve ferimentos no rosto e nos punhos, além de corte da carótida. Entretanto, o “Dossiê Ditadura: Mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985)” registrou que, ainda em 1974, o boletim da Anistia Internacional denunciava que a morte do agricultor teria ocorrido em decorrência de torturas sofridas na prisão.

A decisão da CEMDP acolheu o pedido e deferiu o caso por unanimidade, no entanto, os integrantes Suzana Keniger Lisbôa, Nilmário Miranda e Luís Francisco Carvalho Filho fizeram constar formalmente no documento a desconfiança em relação à versão de suicídio.

According to press records at the time, attached to the CEMDP report, Avelmar Moreira de Barros was arrested after a “raid” that sought to clarify the robbery carried out against the Banco do Brasil branch and taken to the DOPS building in Porto Alegre, on March 22, 1970.

According to the official version, the farmer committed suicide two days after his arrest, using a razor blade. The autopsy, carried out by the Legal Medical Institute (IML), describes injuries to the face and wrists, as well as a cut to the carotid artery. However, the “Dictatorship Dossier: Political Deaths and Disappearances in Brazil (1964-1985)” recorded that, still in 1974, the Amnesty International bulletin reported that the farmer's death had occurred as a result of torture suffered in prison.

The CEMDP decision accepted the request and approved the case unanimously, however, members Suzana Keniger Lisbôa, Nilmário Miranda and Luís Francisco Carvalho Filho formally stated in the document their distrust regarding the suicide version.

Según registros de prensa de la época, adjuntos al informe del CEMDP, Avelmar Moreira de Barros fue detenido luego de un “redada” que buscaba esclarecer el robo perpetrado contra la sucursal del Banco do Brasil y trasladado al edificio del DOPS, en Porto Alegre, el 22 de marzo de 1970.

Según la versión oficial, el campesino se suicidó dos días después de su detención, utilizando una hoja de afeitar. La autopsia, realizada por el Instituto Médico Legal (IML), describe lesiones en el rostro y muñecas, así como un corte en la arteria carótida. Sin embargo, el “Dossier Dictadura: Muertes y Desapariciones Políticas en Brasil (1964-1985)” registró que, aún en 1974, el boletín de Amnistía Internacional informó que la muerte del campesino se había producido como consecuencia de las torturas sufridas en prisión.

La decisión del CEMDP aceptó la solicitud y aprobó el caso por unanimidad, sin embargo, los integrantes Suzana Keniger Lisbôa, Nilmário Miranda y Luís Francisco Carvalho Filho manifestaron formalmente en el documento su desconfianza respecto de la versión del suicidio.

Diante das investigações realizadas, conclui-se que Avelmar Moreira de Barros morreu em decorrência de ação perpetrada por agentes do Estado brasileiro, em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos promovidas pela ditadura militar, implantada no país a partir de abril de 1964.

Recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso para a determinação das causas da morte e identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos.

In view of the investigations carried out, it is concluded that Avelmar Moreira de Barros died as a result of action perpetrated by agents of the Brazilian State, in the context of systematic human rights violations promoted by the military dictatorship, implemented in the country from April 1964.

It is recommended that investigations into the circumstances of the case continue to determine the causes of death and identify and hold the other agents involved accountable.

A la vista de las investigaciones realizadas, se concluye que Avelmar Moreira de Barros murió como consecuencia de una acción perpetrada por agentes del Estado brasileño, en el contexto de violaciones sistemáticas de los derechos humanos promovidas por la dictadura militar, implementada en el país a partir de abril de 1964.

Se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso para determinar las causas de la muerte e identificar y responsabilizar a los demás agentes involucrados.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO