Foto de Carlos Antunes da Silva

Carlos
Antunes
da Silva

12/9/1939 - 1970
Piranga, MG
EscriturárioClerkOficinista

Carlos Antunes da Silva morreu no dia 16 de janeiro de 1970, em decorrência de problemas de saúde resultantes das condições carcerárias e das torturas às quais foi submetido.

Em 1964, foi detido na cidade de Mariana (MG) e levado, em seguida, para a sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), em Belo Horizonte (MG). Durante o período em que esteve no local, sofreu diversas torturas. Foi posto em liberdade pelo advogado da região e também ex-deputado estadual mineiro, Celso Arinos Motta.

Segundo o depoimento de Derly Pedro da Silva, preso na mesma ocasião, Carlos Antunes era espancado com uma toalha molhada, o que ocasionou danos físicos permanentes a ele. As torturas às quais Carlos foi submetido debilitaram seu estado de saúde, resultando, posteriormente, em sua morte, seis anos depois de sua prisão. O corpo de Carlos foi enterrado no cemitério da cidade de Mariana (MG).

Carlos Antunes da Silva died on January 16, 1970, due to health problems resulting from prison conditions and the torture to which he was subjected.

In 1964, he was arrested in the city of Mariana (MG) and then taken to the headquarters of the Department of Political and Social Order (DOPS), in Belo Horizonte (MG). During the period he was there, he suffered several tortures. He was released by the region's lawyer and also former Minas Gerais state deputy, Celso Arinos Motta.

According to the testimony of Derly Pedro da Silva, arrested on the same occasion, Carlos Antunes was beaten with a wet towel, which caused permanent physical damage to him. The torture to which Carlos was subjected weakened his health, subsequently resulting in his death, six years after his arrest. Carlos' body was buried in the cemetery in the city of Mariana (MG).

Carlos Antunes da Silva falleció el 16 de enero de 1970, debido a problemas de salud derivados de las condiciones carcelarias y las torturas a las que fue sometido.

En 1964, fue detenido en la ciudad de Mariana (MG) y luego trasladado a la sede del Departamento de Orden Político y Social (DOPS), en Belo Horizonte (MG). Durante el período que estuvo allí sufrió varias torturas. Fue liberado por el abogado de la región y también exdiputado del estado de Minas Gerais, Celso Arinos Motta.

Según el testimonio de Derly Pedro da Silva, detenido en la misma ocasión, Carlos Antunes fue golpeado con una toalla mojada, lo que le provocó daños físicos permanentes. Las torturas a las que fue sometido Carlos debilitaron su salud, provocando posteriormente su muerte, seis años después de su arresto. El cuerpo de Carlos fue enterrado en el cementerio de la ciudad de Mariana (MG).

Diante das investigações realizadas, conclui-se que Carlos Antunes da Silva morreu em decorrência de ação perpetrada por agentes do Estado brasileiro, em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos promovido pela Ditadura Militar, implantada no país a partir de abril de 1964.

Recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso, para a identificação dos demais agentes envolvidos.

In view of the investigations carried out, it is concluded that Carlos Antunes da Silva died as a result of an action perpetrated by agents of the Brazilian State, in a context of systematic human rights violations promoted by the Military Dictatorship, implemented in the country from April 1964.

It is recommended that investigations into the circumstances of the case continue to identify the other agents involved.

A la vista de las investigaciones realizadas, se concluye que Carlos Antunes da Silva murió como consecuencia de una acción perpetrada por agentes del Estado brasileño, en un contexto de violaciones sistemáticas de los derechos humanos promovidas por la Dictadura Militar, implementada en el país a partir de abril de 1964.

Se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso para identificar a los demás agentes involucrados.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO