Cassimiro
Luiz
de Freitas
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Cassimiro Luiz de Freitas morreu no dia 19 de março de 1970, após ser preso junto a seu filho Cornélio Alves de Freitas pela Polícia Militar do Estado de Goiás em 26 de janeiro de 1970.
Enquanto detido nas dependências do 10° Batalhão de Caçadores do Exército, permaneceu separado de seu filho, voltando a reencontrá-lo somente quando foi libertado. Após sair da prisão, foi deixado em uma praça por um jipe do Exército, a mando do delegado de Polícia Federal José Xavier Bonfim, apresentando sinais de tortura e com a saúde muito debilitada. Cassimiro afirmou a Divina Carolina de Macedo e a seu marido João Teixeira Macedo, que lhe socorreram que, além de ter sido torturado, foi obrigado a ingerir veneno.
Segundo eles, quando Cassimiro saiu da prisão “vomitava sangue, tinha manchas nos braços, estava magro e decaído”. Faleceu em sua residência três dias após ser solto, mesmo depois de receber assistência médica. Segundo o médico Mauro Lourenço Borges, que atendeu Cassimiro em sua residência, ele se encontrava em: “pré- coma, apático, palidez intensa, respiração ruidosa, desidratado, panículo adiposo diminuído, pele flácida, caquético, apresentando hematomas e escoriações disseminadas pelo corpo, além de vômitos e diarreia sanguinolenta, praticamente em fase terminal. […] Seu estado clínico era bastante crítico, agravando-se nas horas seguintes, vindo a falecer 24 horas após, em virtude das lesões sofridas, que provocaram anemia profunda, que foi a causa eficiente de seu falecimento em 18 de março de 1970, ocasião em que forneci o atestado de óbito”.
No atestado de óbito, consta como causa da morte “desidratação aguda”. O corpo de Cassimiro Luiz de Freitas foi sepultado no Cemitério de Pontalina (GO) por seus familiares.
Cassimiro Luiz de Freitas died on March 19, 1970, after being arrested along with his son Cornélio Alves de Freitas by the Military Police of the State of Goiás on January 26, 1970.
While detained on the premises of the 10th Army Hunter Battalion, he remained separated from his son, only meeting him again when he was released. After leaving prison, he was left in a square by an Army jeep, ordered by Federal Police Chief José Xavier Bonfim, showing signs of torture and in very poor health. Cassimiro told Divina Carolina de Macedo and her husband João Teixeira Macedo, who helped him, that, in addition to being tortured, he was forced to ingest poison.
According to them, when Cassimiro was released from prison “he was vomiting blood, he had stains on his arms, he was thin and decayed”. He died at his home three days after being released, even after receiving medical assistance. According to doctor Mauro Lourenço Borges, who attended to Cassimiro at his home, he was in: “pre-coma, apathetic, intense pallor, noisy breathing, dehydrated, reduced adipose tissue, loose skin, cachectic, presenting bruises and abrasions spread throughout the body, in addition to vomiting and bloody diarrhea, practically in the terminal phase. […] His clinical condition was quite critical, worsening in the following hours, and he died 24 hours later, due to the injuries suffered, which caused profound anemia, which was the efficient cause of his death on March 18, 1970, when I provided the death certificate.”
The death certificate states that the cause of death was “acute dehydration”. The body of Cassimiro Luiz de Freitas was buried in the Pontalina Cemetery (GO) by his family.
Cassimiro Luiz de Freitas murió el 19 de marzo de 1970, tras ser detenido junto con su hijo Cornélio Alves de Freitas por la Policía Militar del Estado de Goiás el 26 de enero de 1970.
Mientras estuvo detenido en las instalaciones del 10.º Batallón de Cazadores del Ejército, permaneció separado de su hijo y sólo lo volvió a ver cuando fue liberado. Tras salir de prisión, fue abandonado en una plaza por un jeep del Ejército, por orden del jefe de la Policía Federal, José Xavier Bonfim, con signos de tortura y en muy mal estado de salud. Cassimiro dijo a Divina Carolina de Macedo y a su marido João Teixeira Macedo, quien lo ayudó, que, además de torturarlo, lo obligaron a ingerir veneno.
Según ellos, cuando Cassimiro salió de prisión “estaba vomitando sangre, tenía manchas en los brazos, estaba delgado y decaído”. Murió en su casa tres días después de ser liberado, incluso después de recibir asistencia médica. Según el médico Mauro Lourenço Borges, que atendió a Cassimiro en su domicilio, se encontraba: “precoma, apático, palidez intensa, respiración ruidosa, deshidratado, tejido adiposo reducido, piel flácida, caquéctica, presentando hematomas y abrasiones diseminadas por todo el cuerpo, además de vómitos y diarrea con sangre, prácticamente en fase terminal. […] Su estado clínico era bastante crítico, empeorando en las horas siguientes, y falleció 24 horas después, a causa de las heridas. padeció, lo que le provocó una profunda anemia, la cual fue la causa eficiente de su muerte el 18 de marzo de 1970, cuando presenté el certificado de defunción”.
El certificado de defunción indica que la causa de la muerte fue “deshidratación aguda”. El cuerpo de Cassimiro Luiz de Freitas fue enterrado en el Cementerio de Pontalina (GO) por su familia.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br