Foto de Ciro Flávio Salazar de Oliveira

Ciro
Flávio
Salazar
de Oliveira

26/12/1943 - 1972
Araguari, MG
EstudanteStudentAlumno

O Relatório Arroyo narra que, em 30 de setembro de 1972, Ciro Flávio Salazar Oliveira, acompanhado de Antônio Teodoro de Castro, Walkiria Afonso Costa, Manoel José Nurchis e João Carlos Haas Sobrinho, foi surpreendido pela presença de militares nas redondezas de seu acampamento.

Os documentos oficiais registram sua morte, mas divergem quanto à data. Certidão expedida pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a pedido da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, indica sua morte em 1971, enquanto no relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), de 1975, consta apenas a informação de que foi morto em 1972.

Já o relatório do Ministério do Exército, de 1993, especifica apenas a informação de que Ciro morreu em outubro de 1972. Segundo o Relatório da CEMDP, a ex-guerrilheira Criméia Alice Schmidt de Almeida confirma ter visto um slide com o cadáver de Ciro em abril de 1973, quando esteve presa no Pelotão de Investigações Criminais de Brasília (DF).

The Arroyo Report narrates that, on September 30, 1972, Ciro Flávio Salazar Oliveira, accompanied by Antônio Teodoro de Castro, Walkiria Afonso Costa, Manoel José Nurchis and João Carlos Haas Sobrinho, was surprised by the presence of military personnel in the vicinity of his camp.

Official documents record his death, but differ as to the date. A certificate issued by the Brazilian Intelligence Agency (Abin), at the request of the Special Secretariat for Human Rights of the Presidency of the Republic, indicates his death in 1971, while the report from the Army Information Center (CIE), from 1975, only contains information that he was killed in 1972.

The report from the Ministry of the Army, from 1993, only specifies the information that Ciro died in October 1972. According to the CEMDP Report, former Crimean guerrilla Alice Schmidt de Almeida confirms having seen a slide with Ciro's corpse in April 1973, when she was imprisoned in the Criminal Investigations Platoon of Brasília (DF).

El Informe Arroyo narra que, el 30 de septiembre de 1972, Ciro Flávio Salazar Oliveira, acompañado por Antônio Teodoro de Castro, Walkiria Afonso Costa, Manoel José Nurchis y João Carlos Haas Sobrinho, fue sorprendido por la presencia de militares en las inmediaciones de su campamento.

Los documentos oficiales registran su muerte, pero difieren en cuanto a la fecha. Un certificado emitido por la Agencia Brasileña de Inteligencia (Abin), a pedido de la Secretaría Especial de Derechos Humanos de la Presidencia de la República, indica su muerte en 1971, mientras que el informe del Centro de Información del Ejército (CIE), de 1975, sólo contiene información de que fue asesinado en 1972.

El informe del Ministerio del Ejército, de 1993, sólo especifica la información de que Ciro murió en octubre de 1972. Según el Informe del CEMDP, la ex guerrillera de Crimea Alice Schmidt de Almeida confirma haber visto un portaobjetos con el cadáver de Ciro en abril de 1973, cuando estaba encarcelada en el Pelotón de Investigaciones Criminales de Brasilia (DF).

Ciro Flávio Salazar Oliveira é considerado desaparecido político por não terem sido entregues os restos mortais aos seus familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje.

Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”.

Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Ciro Flávio Salazar de Oliveira, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos e responsabilização dos agentes da repressão envolvidos no caso, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Ciro Flávio Salazar Oliveira is considered a political missing person because his remains were not handed over to his family, which has not allowed his burial to this day.

As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”.

Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of the case of Ciro Flávio Salazar de Oliveira, location of his mortal remains, rectification of the death certificate, identification and accountability of the other agents involved and accountability of the agents of repression involved in the case, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Ciro Flávio Salazar Oliveira es considerado desaparecido político porque sus restos no fueron entregados a su familia, que no ha permitido su sepultura hasta el día de hoy.

Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”.

Por lo tanto, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Ciro Flávio Salazar de Oliveira, ubicación de sus restos mortales, rectificación del certificado de defunción, identificación y rendición de cuentas de los demás agentes involucrados y rendición de cuentas de los agentes de represión involucrados en el caso, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO