Daniel
Ribeiro
Callado
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Segundo o “Relatório Arroyo”, Daniel Ribeiro Callado era uma das quinze pessoas que se encontravam no acampamento da Comissão Militar na hora do tiroteio do dia 25 de dezembro de 1973. Depois dessa data, não existem mais registros de companheiros sobre o paradeiro de Daniel. O relatório da CEMDP menciona os depoimentos de Amaro Lins e de Joaquina Ferreira da Silva, que afirmam terem visto Daniel Ribeiro Callado detido pelo Exército em Xambioá (TO). Segundo Lins, um soldado lhe disse que Daniel faria uma viagem de avião, sem informar o destino. Nos Relatórios das Forças Armadas de 1993, entregues ao ministro da Justiça Maurício Corrêa, consta que Daniel teria sido preso em Araguiana e, posteriormente, morto em 28 de junho de 1974. iii Em depoimento prestado à Comissão Nacional da Verdade (CNV), o sargento Santa Cruz afirma ter visto “Doca” como prisioneiro, confirmando em seguida se tratar de Daniel Ribeiro Callado. Sobre as pessoas que reconheceu como vivas e presas sob custódia do Exército brasileiro, Santa Cruz afirmou o seguinte: Eles [CIE] eram quem comandavam. Depois que entregávamos, nós não sabíamos o que eles faziam. Repito novamente, quando se perguntava: e o fulano? „Não, mandaram para Brasília‟. E eu várias vezes perguntava, como perguntei pela Dina, perguntei pelo Piauí, entendeu? Eu sempre perguntava: e o fulano? „Não, mandaram para Brasília‟.
According to the “Arroyo Report”, Daniel Ribeiro Callado was one of fifteen people who were at the Military Commission camp at the time of the shooting on December 25, 1973. After that date, there are no more records from comrades regarding Daniel's whereabouts. The CEMDP report mentions the testimonies of Amaro Lins and Joaquina Ferreira da Silva, who claim to have seen Daniel Ribeiro Callado detained by the Army in Xambioá (TO). According to Lins, a soldier told him that Daniel would take a plane trip, without informing him of the destination. In the 1993 Armed Forces Reports, delivered to the Minister of Justice Maurício Corrêa, it is stated that Daniel was arrested in Araguiana and subsequently killed on June 28, 1974. iii In a statement given to the National Truth Commission (CNV), Sergeant Santa Cruz claims to have seen “Doca” as a prisoner, later confirming that he was Daniel Ribeiro Callado. Regarding the people he recognized as alive and imprisoned in the custody of the Brazilian Army, Santa Cruz stated the following: They [CIE] were the ones in command. After we delivered, we didn't know what they were doing. I repeat again, when you asked yourself: what about so-and-so? 'No, they sent it to Brasília'. And I asked several times, like I asked about Dina, I asked about Piauí, you know? I always asked: what about this guy? 'No, they sent it to Brasília'.
Según el “Informe Arroyo”, Daniel Ribeiro Callado era una de las quince personas que se encontraban en el campamento de la Comisión Militar al momento del tiroteo el 25 de diciembre de 1973. Después de esa fecha no hay más registros de compañeros sobre el paradero de Daniel. El informe del CEMDP menciona los testimonios de Amaro Lins y Joaquina Ferreira da Silva, quienes afirman haber visto a Daniel Ribeiro Callado detenido por el Ejército en Xambioá (TO). Según Lins, un soldado le dijo que Daniel haría un viaje en avión, sin informarle del destino. En los Informes de las Fuerzas Armadas de 1993, entregados al Ministro de Justicia Maurício Corrêa, se afirma que Daniel fue detenido en Araguiana y posteriormente asesinado el 28 de junio de 1974. iii En declaración dada a la Comisión Nacional de la Verdad (CNV), el sargento Santa Cruz afirma haber visto a “Doca” como prisionero, confirmando luego que se trataba de Daniel Ribeiro Callado. Respecto a las personas que reconoció vivas y encarceladas bajo custodia del Ejército brasileño, Santa Cruz afirmó lo siguiente: Ellos [CIE] eran los que mandaban. Después del parto, no sabíamos qué estaban haciendo. Repito nuevamente, cuando te preguntaste: ¿y fulano de tal? 'No, lo enviaron a Brasilia'. Y pregunté varias veces, como pregunté por Dina, pregunté por Piauí, ¿sabes? Siempre pregunté: ¿y este chico? 'No, lo enviaron a Brasilia'.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br