Ieda
Santos
Delgado
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Ieda Santos Delgado desapareceu no dia 11 de abril de 1974. Neste dia, Ieda tinha viajado do Rio de Janeiro para São Paulo para cumprir tarefas da ALN.
Um mês depois de seu desaparecimento, Eunice passou a receber cartas de Ieda. Na primeira carta, postada em Belo Horizonte, Ieda escrevia que estava bem e que a família não se preocupasse. Um mês depois, uma segunda carta assinada por Ieda foi postada do Uruguai. Eunice fez exames grafológicos e confirmou que a letra era de Ieda.
Tendo isso em vista, a Comissão Nacional da Verdade consultou a Secretaria de Direitos Humanos da presidência do Uruguai, solicitando informações a respeito de Ieda Santos Delgado. A resposta, fornecida pelo Ministério do Interior uruguaio a 22 de fevereiro de 2013, foi a de que não foram encontrados registros sobre Ieda. A partir do recebimento da segunda carta, Eunice iniciou a busca incessante pela filha.
Pediu informações a diversos órgãos da repressão para tentar encontrá-la. Em carta enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em 15 de abril de 1976, Eunice informa que procurou por Ieda em onze lugares, em diferentes estados brasileiros, que responderam de forma negativa.
Com o mesmo objetivo, escreveu ao presidente general de Exército Ernesto Geisel, ao Ministro da Justiça Armando Falcão, ao chefe do I Exército, à Congregação dos Bispos do Brasil, aos Arcebispos de São Paulo e do Rio de Janeiro, na ocasião do desaparecimento de Ieda, mas não obteve sucesso.
Foram encaminhados ao Superior Tribunal Militar diversos pedidos de busca, com o objetivo de localizar Ieda em alguma dependência do Estado, mas todos os pedidos tiveram resposta negativa, afirmando que Ieda não teria passado por nenhum local.
Em depoimento à CNV em 23 de julho de 2014, o ex-delegado Cláudio Guerra declarou que Ieda Santos Delgado teria sido morta pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, informação que teria obtido do próprio Fleury e também do delegado Josmar “Joe” Bueno.
Ieda Santos Delgado disappeared on April 11, 1974. On that day, Ieda had traveled from Rio de Janeiro to São Paulo to carry out ALN tasks.
A month after her disappearance, Eunice started receiving letters from Ieda. In the first letter, posted in Belo Horizonte, Ieda wrote that he was fine and that his family did not worry. A month later, a second letter signed by Ieda was posted from Uruguay. Eunice carried out handwriting tests and confirmed that the handwriting was Ieda's.
With this in mind, the National Truth Commission consulted the Human Rights Secretariat of the Uruguayan presidency, requesting information regarding Ieda Santos Delgado. The response, provided by the Uruguayan Ministry of the Interior on February 22, 2013, was that no records were found on Ieda. Upon receipt of the second letter, Eunice began the incessant search for her daughter.
He asked various law enforcement agencies for information to try to find her. In a letter sent to the Inter-American Commission on Human Rights, on April 15, 1976, Eunice informs that she looked for Ieda in eleven places, in different Brazilian states, which responded negatively.
With the same objective, he wrote to Army President General Ernesto Geisel, to the Minister of Justice Armando Falcão, to the head of the First Army, to the Congregation of Bishops of Brazil, to the Archbishops of São Paulo and Rio de Janeiro, on the occasion of Ieda's disappearance, but was unsuccessful.
Several search requests were sent to the Superior Military Court, with the aim of locating Ieda in some State facility, but all requests received a negative response, stating that Ieda had not passed through any location.
In a statement to the CNV on July 23, 2014, former police chief Cláudio Guerra stated that Ieda Santos Delgado had been killed by police chief Sérgio Paranhos Fleury, information he had obtained from Fleury himself and also from police chief Josmar “Joe” Bueno.
Ieda Santos Delgado desapareció el 11 de abril de 1974. Ese día, Ieda había viajado desde Río de Janeiro a São Paulo para realizar tareas del ALN.
Un mes después de su desaparición, Eunice empezó a recibir cartas de Ieda. En la primera carta, publicada en Belo Horizonte, Ieda escribió que se encontraba bien y que su familia no estaba preocupada. Un mes después, llegó desde Uruguay una segunda carta firmada por Ieda. Eunice realizó pruebas de escritura y confirmó que la letra era la de Ieda.
En este sentido, la Comisión Nacional de la Verdad consultó a la Secretaría de Derechos Humanos de la presidencia uruguaya solicitando información sobre Ieda Santos Delgado. La respuesta, proporcionada por el Ministerio del Interior uruguayo el 22 de febrero de 2013, fue que no se encontraron registros sobre Ieda. Al recibir la segunda carta, Eunice inició la búsqueda incesante de su hija.
Pidió información a varias fuerzas del orden para intentar encontrarla. En carta enviada a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, el 15 de abril de 1976, Eunice informa que buscó a Ieda en once lugares, en diferentes estados brasileños, los cuales respondieron negativamente.
Con el mismo objetivo, escribió al presidente del Ejército, general Ernesto Geisel, al ministro de Justicia Armando Falcão, al jefe del Primer Ejército, a la Congregación de los Obispos de Brasil, a los arzobispos de São Paulo y de Río de Janeiro, con motivo de la desaparición de Ieda, pero no tuvo éxito.
Se enviaron varias solicitudes de búsqueda al Tribunal Superior Militar, con el objetivo de localizar a Ieda en alguna instalación del Estado, pero todas las solicitudes recibieron respuesta negativa, indicando que Ieda no había pasado por ningún lugar.
En una declaración a la CNV del 23 de julio de 2014, el exjefe de policía Cláudio Guerra afirmó que Ieda Santos Delgado había sido asesinada por el jefe de policía Sérgio Paranhos Fleury, información que había obtenido del propio Fleury y también del jefe de policía Josmar “Joe” Bueno.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br