Íris
Amaral
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Íris Amaral morreu no dia 1º de fevereiro de 1972, após ter sido atingida por disparo de arma de fogo enquanto caminhava pela estrada Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, agentes policiais do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) estavam empreendendo uma ação de busca contra militantes políticos da Ação Libertadora Nacional (ALN) e abriram fogo, aleatoriamente, na tentativa de atingir o veículo no qual se encontravam os militantes Flávio Augusto Neves Leão de Sales e Antônio Carlos Nogueira Cabral.
No decorrer da perseguição, os agentes policiais atingiram cinco cidadãos brasileiros que caminhavam ao longo da estrada. Dentre os atingidos, estava a jovem trabalhadora Íris, que foi encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas, onde já chegou sem vida.
De acordo com o relato da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, o corpo de Íris deu entrada no Instituto Médico-Legal (IML) com guia de nº 85 da 27ª DP. A causa mortis declarada pelo legista Hygino C Hércules foi “ferida transfixante de coxa interseccionando a artéria femural direita”.
Os restos mortais de Íris foram enterrados no cemitério de Irajá, no Rio de Janeiro.
Íris Amaral died on February 1, 1972, after being hit by a gunshot while walking along the Vicente de Carvalho road, in Rio de Janeiro.
At the time, police agents from the Information Operations Detachment – Internal Defense Operations Center (DOI-CODI) were carrying out a search against political militants from Ação Libertadora Nacional (ALN) and opened fire, randomly, in an attempt to hit the vehicle in which the militants Flávio Augusto Neves Leão de Sales and Antônio Carlos Nogueira Cabral were.
During the chase, police officers hit five Brazilian citizens who were walking along the road. Among those affected was the young worker Íris, who was taken to Getúlio Vargas Hospital, where she arrived dead.
According to the report from the Commission of Relatives of the Political Dead and Disappeared, Íris's body was admitted to the Medical-Legal Institute (IML) with guide number 85 from the 27th DP. The cause of death declared by coroner Hygino C Hércules was “transfixing thigh wound intersecting the right femoral artery”.
Íris's remains were buried in the Irajá cemetery, in Rio de Janeiro.
Íris Amaral murió el 1 de febrero de 1972, tras ser alcanzado por un disparo mientras caminaba por la vía Vicente de Carvalho, en Río de Janeiro.
En ese momento, agentes policiales del Destacamento de Operaciones de Información – Centro de Operaciones de Defensa Interna (DOI-CODI) realizaban una búsqueda contra militantes políticos de la Acción Libertadora Nacional (ALN) y abrieron fuego, aleatoriamente, en un intento de impactar el vehículo en el que se encontraban los militantes Flávio Augusto Neves Leão de Sales y Antônio Carlos Nogueira Cabral.
Durante la persecución, los policías atropellaron a cinco ciudadanos brasileños que caminaban por la vía. Entre los afectados se encontraba la joven trabajadora Íris, quien fue trasladada al Hospital Getúlio Vargas, donde llegó muerta.
Según el informe de la Comisión de Familiares de Muertos y Desaparecidos Políticos, el cuerpo de Íris fue ingresado al Instituto Médico Legal (IML) con el número de guía 85 de la 27 DP. La causa de muerte declarada por el médico forense Hygino C Hércules fue “herida traspasante en el muslo que cruza la arteria femoral derecha”.
Los restos de Íris fueron enterrados en el cementerio de Irajá, en Río de Janeiro.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br