Foto de João Barcellos Martins

João
Barcellos
Martins

23/4/1898 - 1964
Campos, RJ
MédicoDoctorDoctor

João Barcellos Martins estava à frente da prefeitura de Campos quando se instaurou a ditadura militar. Nessa ocasião, fez parte do grupo de resistência da região e em virtude da sua oposição ao regime deu-se entrada em um pedido de cassação de seu mandato.

Apesar de a Câmara Municipal ter votado contra o pedido, não pode proteger o prefeito de todas as perseguições, e então acabou sendo destituído do cargo de prefeito e preso. A repressão não impediu que João Barcellos continuasse a sua militância política.

Cumprindo a sua agenda de atividades políticas, viajou no dia 10 de abril de 1964 para uma reunião do PSB em Niterói (RJ) e, enquanto estava fora da cidade, o Exército invadiu sua casa e contrangeu seus familiares. Quando soube da notícia, no dia seguinte, João Barcellos ficou abalado com a violência e com a iminência de sua nova prisão e acabou sofrendo um infarto, vindo a falecer antes de chegar em casa. Foi sepultado na cidade de Campos.

João Barcellos Martins was in charge of Campos city hall when the military dictatorship was established. On that occasion, he was part of the region's resistance group and due to his opposition to the regime, he filed a request to revoke his mandate.

Although the City Council voted against the request, it could not protect the mayor from all persecution, and so he ended up being removed from the position of mayor and arrested. The repression did not prevent João Barcellos from continuing his political activism.

Fulfilling his agenda of political activities, he traveled on April 10, 1964 to a PSB meeting in Niterói (RJ) and, while he was out of the city, the Army invaded his home and harassed his family. When he heard the news, the next day, João Barcellos was shaken by the violence and the imminence of his new arrest and ended up suffering a heart attack, dying before reaching home. He was buried in the city of Campos.

João Barcellos Martins estaba a cargo del ayuntamiento de Campos cuando se estableció la dictadura militar. En esa oportunidad formó parte del grupo de resistencia de la región y por su oposición al régimen presentó una solicitud de revocación de su mandato.

Aunque el Ayuntamiento votó en contra de la solicitud, no pudo proteger al alcalde de toda persecución, por lo que acabó siendo destituido del cargo de alcalde y detenido. La represión no impidió que João Barcellos continuara con su activismo político.

Cumpliendo con su agenda de actividades políticas, viajó el 10 de abril de 1964 a una reunión del PSB en Niterói (RJ) y, mientras se encontraba fuera de la ciudad, el Ejército invadió su casa y acosó a su familia. Cuando conoció la noticia, al día siguiente, João Barcellos quedó conmocionado por la violencia y la inminencia de su nueva detención y acabó sufriendo un infarto, muriendo antes de llegar a casa. Fue enterrado en la ciudad de Campos.

Diante das investigações realizadas, conclui-se que a João Barcellos Martins morreu em decorrência de ação indireta perpetrada por agentes do Estado Brasileiro, em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos promovidas pela ditadura militar, implantada no país a partir de abril de 1964.

Recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso, para a identificação e responsabilização dos agentes envolvidos.

In view of the investigations carried out, it is concluded that João Barcellos Martins died as a result of indirect action perpetrated by agents of the Brazilian State, in the context of systematic human rights violations promoted by the military dictatorship, implemented in the country from April 1964.

It is recommended that investigations into the circumstances of the case continue to identify and hold the agents involved accountable.

A la vista de las investigaciones realizadas, se concluye que João Barcellos Martins murió como resultado de una acción indirecta perpetrada por agentes del Estado brasileño, en el contexto de violaciones sistemáticas de los derechos humanos promovidas por la dictadura militar, implementada en el país a partir de abril de 1964.

Se recomienda que continúen las investigaciones sobre las circunstancias del caso para identificar y responsabilizar a los agentes involucrados.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO