Foto de José Ferreira de Almeida

José
Ferreira
de Almeida

16/12/1911 - 1975
Piracaia, SP
Tenente da Reserva da Polícia MilitarMilitary Police Reserve LieutenantTeniente de la Reserva de la Policía Militar

Foi um tenente reformado da PM, assassinado em agosto de 1975, no DOI-Codi, um mês após sua prisão. Em julho daquele ano, Almeida foi preso junto com outros 63 policiais militares, acusados de serem comunistas. Era diretor do Clube dos Oficiais da Reserva, uma espécie de sindicato de policiais, e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua prisão, tortura e morte fizeram parte da Operação Radar, ofensiva do Exército para dizimar o PCB. A cena de sua morte, alegada como suicídio, foi montada, assim como aconteceria, no mesmo local, meses depois, com o jornalista Vladimir Herzog.

O corpo de Almeida foi entregue à família num caixão lacrado e ele foi velado com honras de policial. No laudo da autópsia, assinado pelos médicos legistas Harry Shibata e Marcos Almeida, a causa mortis consta como asfixia mecânica. O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh entrou com uma representação contra os dois legistas no Conselho Regional de Medicina, mas o processo foi arquivado. O advogado também entrou com um pedido na Auditoria Militar para que um inquérito fosse aberto. Porém, isso nunca foi feito.

He was a retired PM lieutenant, murdered in August 1975, at DOI-Codi, one month after his arrest. In July of that year, Almeida was arrested along with 63 other military police officers, accused of being communists. He was director of the Reserve Officers' Club, a type of police union, and a member of the Brazilian Communist Party (PCB). His arrest, torture and death were part of Operation Radar, an Army offensive to decimate the PCB. The scene of his death, alleged to be a suicide, was staged, as it would happen, in the same place, months later, with journalist Vladimir Herzog.

Almeida's body was handed over to his family in a sealed coffin and he was buried with the honors of a police officer. In the autopsy report, signed by coroners Harry Shibata and Marcos Almeida, the cause of death was listed as mechanical asphyxiation. Lawyer Luiz Eduardo Greenhalgh filed a representation against the two coroners at the Regional Council of Medicine, but the case was archived. The lawyer also filed a request with the Military Audit Office for an investigation to be opened. However, this was never done.

Era un teniente retirado del Primer Ministro, asesinado en agosto de 1975, en DOI-Codi, un mes después de su arresto. En julio de ese año, Almeida fue detenido junto con otros 63 policías militares, acusados ​​de ser comunistas. Fue director del Club de Oficiales de Reserva, una especie de sindicato policial, y miembro del Partido Comunista Brasileño (PCB). Su arresto, tortura y muerte fueron parte de la Operación Radar, una ofensiva del Ejército para diezmar el PCB. La escena de su muerte, presuntamente un suicidio, fue escenificada, como sucedería, en el mismo lugar, meses después, con el periodista Vladimir Herzog.

El cuerpo de Almeida fue entregado a su familia en un ataúd sellado y fue enterrado con los honores de un policía. En el informe de la autopsia, firmado por los forenses Harry Shibata y Marcos Almeida, la causa de la muerte figura como asfixia mecánica. El abogado Luiz Eduardo Greenhalgh presentó una demanda contra los dos forenses ante el Consejo Regional de Medicina, pero el caso fue archivado. El abogado también presentó una solicitud ante la Auditoría Militar para que se abriera una investigación. Sin embargo, esto nunca se hizo.

Circunstância da morte não informada.

Circumstance of death not reported.

Circunstancias de la muerte no informadas.

Conclusão da CNV não informada.

CNV conclusion not informed.

Conclusión CNV no informada.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO