Foto de Líbero Giancarlo Castiglia

Líbero
Giancarlo
Castiglia

4/7/1944 - 1973
San Lucido, Cosenza, Itália
Operário MetalúrgicoMetallurgical OperatorOperador Metalúrgico

Segundo o Relatório Arroyo, Líbero Giancarlo Castiglia era uma das quinze pessoas que se encontravam no acampamento da Comissão Militar na hora do ataque das Forças Armadas ocorrido em 25 de dezembro de 1973, episódio conhecido como “Chafurdo de Natal”. Não existem outras informações disponíveis em documentos oficiais sobre o desaparecimento de Líbero. Os relatórios militares de 1993, entregues ao ministro da Justiça Maurício Corrêa não fazem menção à Libero e os depoimentos prestados à Comissão Nacional da Verdade (CNV) pelo sargento Santa Cruz e pelo segundo tenente da Polícia Militar de Goiás, João Alves de Souza, não citam seu nome dentre os que teriam morrido no evento do dia 25 de dezembro de 1973. Em reportagem do Estado de São Paulo de 24 de agosto de 2003, o barqueiro Otacílio Alves de Miranda afirmou que foi informado sobre a morte de Líbero na fazenda São Sebastião, em Piçarra, no sudeste do Pará.

According to the Arroyo Report, Líbero Giancarlo Castiglia was one of fifteen people who were at the Military Commission camp at the time of the Armed Forces attack that took place on December 25, 1973, an episode known as “Christmas Wallowing”. There is no other information available in official documents about Líbero's disappearance. The 1993 military reports, delivered to the Minister of Justice Maurício Corrêa, make no mention of Libero and the statements given to the National Truth Commission (CNV) by Sergeant Santa Cruz and the second lieutenant of the Military Police of Goiás, João Alves de Souza, do not mention his name among those who would have died in the event on December 25, 1973. In a report by the State of São Paulo on August 24, 2003, the Boatman Otacílio Alves de Miranda stated that he was informed about Líbero's death on the São Sebastião farm, in Piçarra, in the southeast of Pará.

Según el Informe Arroyo, Líbero Giancarlo Castiglia fue una de las quince personas que se encontraban en el campamento de la Comisión Militar al momento del ataque de las Fuerzas Armadas ocurrido el 25 de diciembre de 1973, episodio conocido como “Revuelco de Navidad”. No hay otra información disponible en documentos oficiales sobre la desaparición de Líbero. Los informes militares de 1993, entregados al Ministro de Justicia Maurício Corrêa, no mencionan a Libero y las declaraciones dadas a la Comisión Nacional de la Verdad (CNV) por el sargento Santa Cruz y el segundo teniente de la Policía Militar de Goiás, João Alves de Souza, no mencionan su nombre entre los que habrían muerto en el suceso del 25 de diciembre de 1973. En un informe del Estado de São Paulo del 24 de agosto, En 2003, el barquero Otacílio Alves de Miranda afirmó haber sido informado de la muerte de Líbero en la hacienda São Sebastião, en Piçarra, en el sureste de Pará.

Líbero Giancarlo Castiglia é considerado desaparecido político por não terem sido entregues os restos mortais aos seus familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”. Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Líbero Giancarlo Castiglia, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado Brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Líbero Giancarlo Castiglia is considered a political missing person because his remains were not handed over to his family, which has not allowed his burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”. Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of the case of Líbero Giancarlo Castiglia, the location of his mortal remains, rectification of the death certificate, identification and accountability of the other agents involved, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Líbero Giancarlo Castiglia es considerado desaparecido político porque sus restos no fueron entregados a su familia, que no ha permitido su sepultura hasta el día de hoy. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”. Por ello, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Líbero Giancarlo Castiglia, la ubicación de sus restos mortales, rectificación del certificado de defunción, identificación y responsabilidad de los demás agentes involucrados, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO