Luisa
Augusta
Garlippe
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
O Relatório Arroyo descreve que Luisa Garlippe era uma das 15 pessoas presentes no acampamento da Comissão Militar da guerrilha quando este foi alvo dos militares no episódio conhecido como Chafurdo de Natal, sem, no entanto, determinar se ela teria morrido ou não na ocasião. Em um relato feito ao Grupo de Trabalho Araguaia, em 2009, o sargento João Santa Cruz Sacramento afirmou que Chica (Suely Kanayama) e Tuca (Luisa Garlippe) foram presas na base militar da Bacaba, onde teriam recebido “injeção letal” e ali mesmo foram sepultadas. Entretanto, em depoimento posterior, prestado à Comissão Nacional da Verdade em 19 de novembro de 2013, afirmou que as duas guerrilheiras mortas por meio de injeção letal foram, na verdade, Suely e Walkiria. iv Fontes militares também corroboram a versão de que Luisa estava viva após dezembro de 1973. O Relatório do Ministério do Exército, de 1993, considera Luisa desaparecida desde maio de 1974. Já o Relatório do Ministério da Marinha, do mesmo ano, aponta como data de morte junho de 1974. O Relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), do Ministério do Exército, afirma que Luisa morreu em 16 de julho de 1974. v O mesmo mês é referido no “Arquivo Curió” como data de prisão e execução de Tuca (Luisa Augusta Garlippe), cujos dados estão contidos no livro Documentos do SNI: Os mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Em depoimento ao jornalista Leonencio Nossa, o tenente-coronel Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, afirmou que as guerrilheiras Tuca e Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) foram presas pelos militares e entregues com vida aos cuidados do tenentecoronel Leo Frederico Cinelli.
The Arroyo Report describes that Luisa Garlippe was one of the 15 people present at the guerrilla's Military Commission camp when it was targeted by the military in the episode known as the Natal Wallowing, without, however, determining whether or not she died at the time. In a report made to the Araguaia Working Group, in 2009, Sergeant João Santa Cruz Sacramento stated that Chica (Suely Kanayama) and Tuca (Luisa Garlippe) were arrested at the Bacaba military base, where they allegedly received a “lethal injection” and were buried right there. However, in a subsequent statement, given to the National Truth Commission on November 19, 2013, he stated that the two guerrillas killed by lethal injection were, in fact, Suely and Walkiria. iv Military sources also corroborate the version that Luisa was alive after December 1973. The 1993 Ministry of the Army Report considers Luisa missing since May 1974. The Report from the Ministry of the Navy, from the same year, gives the date of death as June 1974. The Report from the Army Information Center (CIE), of the Ministry of the Army, states that Luisa died on July 16, 1974. v The same month is referred to in the “Curió Archive” as the date of arrest and execution of Tuca (Luisa Augusta Garlippe), whose data is contained in the SNI Documents book: The dead and missing in the Araguaia Guerrilla. In a statement to journalist Leonencio Nossa, Lieutenant Colonel Sebastião Rodrigues de Moura, Major Curió, stated that the guerrillas Tuca and Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) were arrested by the military and handed over alive to the care of Lieutenant Colonel Leo Frederico Cinelli.
El Informe Arroyo describe que Luisa Garlippe era una de las 15 personas presentes en el campamento de la Comisión Militar de la guerrilla cuando fue atacado por militares en el episodio conocido como el Revolcadero de Natal, sin determinar, sin embargo, si murió o no en ese momento. En un informe realizado al Grupo de Trabajo Araguaia, en 2009, el sargento João Santa Cruz Sacramento afirmó que Chica (Suely Kanayama) y Tuca (Luisa Garlippe) fueron detenidos en la base militar de Bacaba, donde supuestamente recibieron una “inyección letal” y fueron enterrados allí mismo. Sin embargo, en una declaración posterior, dada ante la Comisión Nacional de la Verdad el 19 de noviembre de 2013, afirmó que los dos guerrilleros asesinados por inyección letal eran, en realidad, Suely y Walkiria. iv Fuentes militares también corroboran la versión de que Luisa estaba viva después de diciembre de 1973. El Informe del Ministerio del Ejército de 1993 considera a Luisa desaparecida desde mayo de 1974. El Informe del Ministerio de Marina, del mismo año, da como fecha de fallecimiento junio de 1974. El Informe del Centro de Información del Ejército (CIE), del Ministerio del Ejército, señala que Luisa falleció el 16 de julio de 1974. v El mismo mes es referido en el “Archivo Curió” como la fecha de detención y ejecución de Tuca (Luisa Augusta Garlippe), cuyos datos están contenidos en el libro Documentos del SNI: Los muertos y desaparecidos en la Guerrilla de Araguaia. En declaraciones al periodista Leonencio Nossa, el teniente coronel Sebastião Rodrigues de Moura, mayor Curió, afirmó que los guerrilleros Tuca y Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) fueron detenidos por militares y entregados vivos al cuidado del teniente coronel Leo Frederico Cinelli.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br