Foto de Luisa Augusta Garlippe

Luisa
Augusta
Garlippe

16/10/1941 - 1974
Araraquara, SP
EnfermeiraNurseEnfermero

O Relatório Arroyo descreve que Luisa Garlippe era uma das 15 pessoas presentes no acampamento da Comissão Militar da guerrilha quando este foi alvo dos militares no episódio conhecido como Chafurdo de Natal, sem, no entanto, determinar se ela teria morrido ou não na ocasião. Em um relato feito ao Grupo de Trabalho Araguaia, em 2009, o sargento João Santa Cruz Sacramento afirmou que Chica (Suely Kanayama) e Tuca (Luisa Garlippe) foram presas na base militar da Bacaba, onde teriam recebido “injeção letal” e ali mesmo foram sepultadas. Entretanto, em depoimento posterior, prestado à Comissão Nacional da Verdade em 19 de novembro de 2013, afirmou que as duas guerrilheiras mortas por meio de injeção letal foram, na verdade, Suely e Walkiria. iv Fontes militares também corroboram a versão de que Luisa estava viva após dezembro de 1973. O Relatório do Ministério do Exército, de 1993, considera Luisa desaparecida desde maio de 1974. Já o Relatório do Ministério da Marinha, do mesmo ano, aponta como data de morte junho de 1974. O Relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), do Ministério do Exército, afirma que Luisa morreu em 16 de julho de 1974. v O mesmo mês é referido no “Arquivo Curió” como data de prisão e execução de Tuca (Luisa Augusta Garlippe), cujos dados estão contidos no livro Documentos do SNI: Os mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. Em depoimento ao jornalista Leonencio Nossa, o tenente-coronel Sebastião Rodrigues de Moura, o major Curió, afirmou que as guerrilheiras Tuca e Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) foram presas pelos militares e entregues com vida aos cuidados do tenentecoronel Leo Frederico Cinelli.

The Arroyo Report describes that Luisa Garlippe was one of the 15 people present at the guerrilla's Military Commission camp when it was targeted by the military in the episode known as the Natal Wallowing, without, however, determining whether or not she died at the time. In a report made to the Araguaia Working Group, in 2009, Sergeant João Santa Cruz Sacramento stated that Chica (Suely Kanayama) and Tuca (Luisa Garlippe) were arrested at the Bacaba military base, where they allegedly received a “lethal injection” and were buried right there. However, in a subsequent statement, given to the National Truth Commission on November 19, 2013, he stated that the two guerrillas killed by lethal injection were, in fact, Suely and Walkiria. iv Military sources also corroborate the version that Luisa was alive after December 1973. The 1993 Ministry of the Army Report considers Luisa missing since May 1974. The Report from the Ministry of the Navy, from the same year, gives the date of death as June 1974. The Report from the Army Information Center (CIE), of the Ministry of the Army, states that Luisa died on July 16, 1974. v The same month is referred to in the “Curió Archive” as the date of arrest and execution of Tuca (Luisa Augusta Garlippe), whose data is contained in the SNI Documents book: The dead and missing in the Araguaia Guerrilla. In a statement to journalist Leonencio Nossa, Lieutenant Colonel Sebastião Rodrigues de Moura, Major Curió, stated that the guerrillas Tuca and Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) were arrested by the military and handed over alive to the care of Lieutenant Colonel Leo Frederico Cinelli.

El Informe Arroyo describe que Luisa Garlippe era una de las 15 personas presentes en el campamento de la Comisión Militar de la guerrilla cuando fue atacado por militares en el episodio conocido como el Revolcadero de Natal, sin determinar, sin embargo, si murió o no en ese momento. En un informe realizado al Grupo de Trabajo Araguaia, en 2009, el sargento João Santa Cruz Sacramento afirmó que Chica (Suely Kanayama) y Tuca (Luisa Garlippe) fueron detenidos en la base militar de Bacaba, donde supuestamente recibieron una “inyección letal” y fueron enterrados allí mismo. Sin embargo, en una declaración posterior, dada ante la Comisión Nacional de la Verdad el 19 de noviembre de 2013, afirmó que los dos guerrilleros asesinados por inyección letal eran, en realidad, Suely y Walkiria. iv Fuentes militares también corroboran la versión de que Luisa estaba viva después de diciembre de 1973. El Informe del Ministerio del Ejército de 1993 considera a Luisa desaparecida desde mayo de 1974. El Informe del Ministerio de Marina, del mismo año, da como fecha de fallecimiento junio de 1974. El Informe del Centro de Información del Ejército (CIE), del Ministerio del Ejército, señala que Luisa falleció el 16 de julio de 1974. v El mismo mes es referido en el “Archivo Curió” como la fecha de detención y ejecución de Tuca (Luisa Augusta Garlippe), cuyos datos están contenidos en el libro Documentos del SNI: Los muertos y desaparecidos en la Guerrilla de Araguaia. En declaraciones al periodista Leonencio Nossa, el teniente coronel Sebastião Rodrigues de Moura, mayor Curió, afirmó que los guerrilleros Tuca y Dina (Dinalva Oliveira Teixeira) fueron detenidos por militares y entregados vivos al cuidado del teniente coronel Leo Frederico Cinelli.

Luisa Augusta Garlippe é considerada desaparecida política por não terem sido entregues os seus restos mortais aos familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”. Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Luisa Augusta Garlippe, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação dos demais agentes envolvidos e responsabilização dos agentes da repressão envolvidos no caso, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Luisa Augusta Garlippe is considered a politically missing person because her remains were not handed over to her family, which has not allowed her burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”. Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of the case of Luisa Augusta Garlippe, the location of her mortal remains, rectification of the death certificate, identification of the other agents involved and accountability of the agents of repression involved in the case, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Luisa Augusta Garlippe es considerada desaparecida políticamente porque sus restos no fueron entregados a su familia, que hasta el día de hoy no ha permitido su sepultura. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”. Por lo tanto, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Luisa Augusta Garlippe, la ubicación de sus restos mortales, la rectificación del certificado de defunción, la identificación de los demás agentes involucrados y la responsabilidad de los agentes de represión involucrados en el caso, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO