Marcos
José
de Lima
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Segundo o Relatório Arroyo, Marcos José de Lima teria sido visto por seus companheiros pela última vez em 20 de dezembro de 1973, em um depósito de mantimentos. Na ocasião, Líbero Giancarlo Castiglia (o Joca) saiu em busca do companheiro, mas não o encontrou no local combinado, o que deixou os companheiros com a impressão de que havia desertado. Nos Relatórios da Marinha, da Aeronáutica e do Exército, de 1993, seu nome não é citado e não existem quaisquer outras referências. O livro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) faz referência às fichas entregues por um militar ao jornal O Globo, publicadas em 28 de abril de 1996, onde afirma-se que “Ari Armeiro” havia sido preso em 26 de dezembro de 1973, na rodovia Transamazônica, após haver desertado. Também, segundo o livro Dossiê Ditadura, moradores da região teriam revelado que Ari foi morto e enterrado em uma fossa na localidade conhecida como Chega com Jeito. Contudo, escavações realizadas na região não obtiveram sucesso em encontrar os restos mortais de Marcos José de Lima. Segundo o tenente da Polícia Militar de Goiás, João Alves de Souza, em oitiva realizada em 20 de março de 2014, no evento conhecido como o “Chafurdo de Natal”, de 25 de dezembro de 1973, uma das mortes ocorridas foi a de Marcos José de Lima, conhecido como “José Armeiro”. Entretanto, a narrativa diverge das demais fontes disponíveis sobre o desaparecimento de Marcos José, que dão conta de seu desaparecimento cinco dias antes da chegada dos militares ao acampamento da Comissão Militar. O relatório produzido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) em 1975, com uma lista de guerrilheiros do Araguaia, aponta a prisão de Marcos José de Lima no dia 25 de dezembro de 1973.
According to the Arroyo Report, Marcos José de Lima was last seen by his companions on December 20, 1973, in a supply depot. On that occasion, Líbero Giancarlo Castiglia (Joca) went in search of his teammate, but did not find him at the agreed location, which left his teammates with the impression that he had deserted. In the 1993 Navy, Air Force and Army Reports, his name is not mentioned and there are no other references. The book Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) makes reference to the files handed in by a soldier to the newspaper O Globo, published on April 28, 1996, which states that “Ari Armeiro” had been arrested on December 26, 1973, on the Transamazônica highway, after having deserted. Also, according to the book Dossier Ditadura, residents of the region would have revealed that Ari was killed and buried in a pit in the location known as Chega com Jeito. However, excavations carried out in the region were unsuccessful in finding the remains of Marcos José de Lima. According to the lieutenant of the Military Police of Goiás, João Alves de Souza, in a hearing held on March 20, 2014, in the event known as the “Christmas Wallow”, on December 25, 1973, one of the deaths that occurred was that of Marcos José de Lima, known as “José Armeiro”. However, the narrative diverges from other available sources about Marcos José's disappearance, which report his disappearance five days before the military arrived at the Military Commission camp. The report produced by the Army Information Center (CIE) in 1975, with a list of Araguaia guerrillas, points to the arrest of Marcos José de Lima on December 25, 1973.
Según el Informe Arroyo, Marcos José de Lima fue visto por última vez por sus compañeros el 20 de diciembre de 1973, en un depósito de suministros. En aquella ocasión, Líbero Giancarlo Castiglia (Joca) fue en busca de su compañero, pero no lo encontró en el lugar acordado, lo que dejó a sus compañeros con la impresión de que había desertado. En los Informes de la Armada, la Fuerza Aérea y el Ejército de 1993, su nombre no se menciona y no hay otras referencias. El libro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) hace referencia a los expedientes entregados por un militar al diario O Globo, publicado el 28 de abril de 1996, en los que se afirma que “Ari Armeiro” había sido detenido el 26 de diciembre de 1973, en la carretera Transamazônica, después de haber desertado. Asimismo, según el libro Dossier Ditadura, vecinos de la región habrían revelado que Ari fue asesinado y enterrado en una fosa en el lugar conocido como Chega com Jeito. Sin embargo, las excavaciones realizadas en la región no lograron encontrar los restos de Marcos José de Lima. Según el teniente de la Policía Militar de Goiás, João Alves de Souza, en audiencia celebrada el 20 de marzo de 2014, en el evento conocido como el “Revolcadero de Navidad”, el 25 de diciembre de 1973, una de las muertes ocurridas fue la de Marcos José de Lima, conocido como “José Armeiro”. Sin embargo, la narrativa difiere de otras fuentes disponibles sobre la desaparición de Marcos José, que informan su desaparición cinco días antes de que los militares llegaran al campamento de la Comisión Militar. El informe elaborado por el Centro de Información del Ejército (CIE) en 1975, con una lista de guerrilleros de Araguaia, señala la detención de Marcos José de Lima el 25 de diciembre de 1973.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br