Foto de Marcos José de Lima

Marcos
José
de Lima

3/11/1947 - 1973
Beira Rio - Nova Venécia, ES
FerreiroBlacksmithHerrero

Segundo o Relatório Arroyo, Marcos José de Lima teria sido visto por seus companheiros pela última vez em 20 de dezembro de 1973, em um depósito de mantimentos. Na ocasião, Líbero Giancarlo Castiglia (o Joca) saiu em busca do companheiro, mas não o encontrou no local combinado, o que deixou os companheiros com a impressão de que havia desertado. Nos Relatórios da Marinha, da Aeronáutica e do Exército, de 1993, seu nome não é citado e não existem quaisquer outras referências. O livro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) faz referência às fichas entregues por um militar ao jornal O Globo, publicadas em 28 de abril de 1996, onde afirma-se que “Ari Armeiro” havia sido preso em 26 de dezembro de 1973, na rodovia Transamazônica, após haver desertado. Também, segundo o livro Dossiê Ditadura, moradores da região teriam revelado que Ari foi morto e enterrado em uma fossa na localidade conhecida como Chega com Jeito. Contudo, escavações realizadas na região não obtiveram sucesso em encontrar os restos mortais de Marcos José de Lima. Segundo o tenente da Polícia Militar de Goiás, João Alves de Souza, em oitiva realizada em 20 de março de 2014, no evento conhecido como o “Chafurdo de Natal”, de 25 de dezembro de 1973, uma das mortes ocorridas foi a de Marcos José de Lima, conhecido como “José Armeiro”. Entretanto, a narrativa diverge das demais fontes disponíveis sobre o desaparecimento de Marcos José, que dão conta de seu desaparecimento cinco dias antes da chegada dos militares ao acampamento da Comissão Militar. O relatório produzido pelo Centro de Informações do Exército (CIE) em 1975, com uma lista de guerrilheiros do Araguaia, aponta a prisão de Marcos José de Lima no dia 25 de dezembro de 1973.

According to the Arroyo Report, Marcos José de Lima was last seen by his companions on December 20, 1973, in a supply depot. On that occasion, Líbero Giancarlo Castiglia (Joca) went in search of his teammate, but did not find him at the agreed location, which left his teammates with the impression that he had deserted. In the 1993 Navy, Air Force and Army Reports, his name is not mentioned and there are no other references. The book Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) makes reference to the files handed in by a soldier to the newspaper O Globo, published on April 28, 1996, which states that “Ari Armeiro” had been arrested on December 26, 1973, on the Transamazônica highway, after having deserted. Also, according to the book Dossier Ditadura, residents of the region would have revealed that Ari was killed and buried in a pit in the location known as Chega com Jeito. However, excavations carried out in the region were unsuccessful in finding the remains of Marcos José de Lima. According to the lieutenant of the Military Police of Goiás, João Alves de Souza, in a hearing held on March 20, 2014, in the event known as the “Christmas Wallow”, on December 25, 1973, one of the deaths that occurred was that of Marcos José de Lima, known as “José Armeiro”. However, the narrative diverges from other available sources about Marcos José's disappearance, which report his disappearance five days before the military arrived at the Military Commission camp. The report produced by the Army Information Center (CIE) in 1975, with a list of Araguaia guerrillas, points to the arrest of Marcos José de Lima on December 25, 1973.

Según el Informe Arroyo, Marcos José de Lima fue visto por última vez por sus compañeros el 20 de diciembre de 1973, en un depósito de suministros. En aquella ocasión, Líbero Giancarlo Castiglia (Joca) fue en busca de su compañero, pero no lo encontró en el lugar acordado, lo que dejó a sus compañeros con la impresión de que había desertado. En los Informes de la Armada, la Fuerza Aérea y el Ejército de 1993, su nombre no se menciona y no hay otras referencias. El libro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) hace referencia a los expedientes entregados por un militar al diario O Globo, publicado el 28 de abril de 1996, en los que se afirma que “Ari Armeiro” había sido detenido el 26 de diciembre de 1973, en la carretera Transamazônica, después de haber desertado. Asimismo, según el libro Dossier Ditadura, vecinos de la región habrían revelado que Ari fue asesinado y enterrado en una fosa en el lugar conocido como Chega com Jeito. Sin embargo, las excavaciones realizadas en la región no lograron encontrar los restos de Marcos José de Lima. Según el teniente de la Policía Militar de Goiás, João Alves de Souza, en audiencia celebrada el 20 de marzo de 2014, en el evento conocido como el “Revolcadero de Navidad”, el 25 de diciembre de 1973, una de las muertes ocurridas fue la de Marcos José de Lima, conocido como “José Armeiro”. Sin embargo, la narrativa difiere de otras fuentes disponibles sobre la desaparición de Marcos José, que informan su desaparición cinco días antes de que los militares llegaran al campamento de la Comisión Militar. El informe elaborado por el Centro de Información del Ejército (CIE) en 1975, con una lista de guerrilleros de Araguaia, señala la detención de Marcos José de Lima el 25 de diciembre de 1973.

Marcos José de Lima é considerado desaparecido político por não terem sido entregues os seus restos mortais aos familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”. Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Marcos José de Lima, localização de seus restos mortais, retificação da certidão de óbito, identificação dos demais agentes envolvidos e responsabilização dos agentes da repressão envolvidos no caso, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Marcos José de Lima is considered a politically disappeared person because his remains were not handed over to his family, which has not allowed his burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”. Therefore, it is recommended that investigations continue into the circumstances of Marcos José de Lima's case, location of his mortal remains, rectification of the death certificate, identification of the other agents involved and accountability of the agents of repression involved in the case, in accordance with the ruling of the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Marcos José de Lima es considerado desaparecido político debido a que sus restos no fueron entregados a su familia, la cual no ha permitido su sepultura hasta el día de hoy. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”. Por lo tanto, se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Marcos José de Lima, ubicación de sus restos mortales, rectificación del certificado de defunción, identificación de los demás agentes involucrados y responsabilidad de los agentes de represión involucrados en el caso, de conformidad con la sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO