Foto de Maria Auxiliadora Lara Barcellos

Maria
Auxiliadora
Lara
Barcellos

25/3/1945 - 1976
Antônio Dias, MG
Estudante UniversitáriaUniversity Studentestudiante universitario

Maria Auxiliadora Lara Barcelos era integrante da organização Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi presa no dia 21 de novembro de 1969, com Antônio Roberto Espinoza e Chael Charles Schreier. Dora, ou Dodora, como era chamada, e Chael foram vítimas de torturas severas. Ela passou por choques elétricos e palmatórias nos seios e Chael morreu, por conta dos pontapés levados, 24 horas após os maus tratos.

Depois do sequestro do embaixador suíço no Brasil, Giovanni Bucher, Dora entrou na lista dos 70 presos políticos banidos para o Chile como moeda de troca. Lá, ela deu suas declarações sobre as torturas sofridas no Deops a um documentário intitulado Brazil: A Report on Torture (1971). Após o governo do ditador Augusto Pinochet ter impedido que ela continuasse seus estudos no Chile, Dora migrou para a Bélgica e conseguiu asilo político na Alemanha Oriental, em 1974.

Em 1976, precisou ser internada numa clínica psiquiátrica em Spandau devido a problemas de amnésia. Embora tenha recebido alta, atirou-se nos trilhos de um trem na estação de metrô Charlottenburg, em Berlim Ocidental, em 1º de junho de 1976, morrendo instantaneamente.

Maria Auxiliadora Lara Barcelos was a member of the organization Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) and was arrested on November 21, 1969, with Antônio Roberto Espinoza and Chael Charles Schreier. Dora, or Dodora, as she was called, and Chael were victims of severe torture. She underwent electric shocks and slaps on her breasts and Chael died, due to the kicks, 24 hours after the mistreatment.

After the kidnapping of the Swiss ambassador to Brazil, Giovanni Bucher, Dora entered the list of 70 political prisoners banished to Chile as a bargaining chip. There, she gave her statements about the torture suffered at Deops in a documentary entitled Brazil: A Report on Torture (1971). After the government of dictator Augusto Pinochet prevented her from continuing her studies in Chile, Dora migrated to Belgium and obtained political asylum in East Germany in 1974.

In 1976, she had to be admitted to a psychiatric clinic in Spandau due to amnesia problems. Although he was discharged, he threw himself onto a train track at Charlottenburg underground station in West Berlin on June 1, 1976, dying instantly.

María Auxiliadora Lara Barcelos integraba la organización Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) y fue detenida el 21 de noviembre de 1969, junto con Antônio Roberto Espinoza y Chael Charles Schreier. Dora, o Dodora, como la llamaban, y Chael fueron víctimas de severas torturas. Recibió descargas eléctricas y palmadas en los pechos y Chael murió, a causa de las patadas, 24 horas después de los malos tratos.

Tras el secuestro del embajador de Suiza en Brasil, Giovanni Bucher, Dora entró en la lista de 70 presos políticos desterrados a Chile como moneda de cambio. Allí dio sus declaraciones sobre las torturas sufridas en el Deops en un documental titulado Brasil: un informe sobre la tortura (1971). Después de que el gobierno del dictador Augusto Pinochet le impidiera continuar sus estudios en Chile, Dora emigró a Bélgica y obtuvo asilo político en Alemania del Este en 1974.

En 1976 tuvo que ser ingresada en una clínica psiquiátrica en Spandau debido a problemas de amnesia. Aunque fue dado de alta, se arrojó a las vías del tren en la estación de metro de Charlottenburg, en Berlín Occidental, el 1 de junio de 1976, muriendo instantáneamente.

Circunstância da morte não informada.

Circumstance of death not reported.

Circunstancias de la muerte no informadas.

Conclusão da CNV não informada.

CNV conclusion not informed.

Conclusión CNV no informada.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO