Foto de Maurício Grabois

Maurício
Grabois

2/10/1912 - 1973
Salvador, BA

Segundo o Relatório Arroyo, Maurício Grabois era uma das quinze pessoas que se encontravam no acampamento da Comissão Militar na hora do ataque das Forças Armadas ocorrido em 25/12/1973, episódio conhecido como “Chafurdo de Natal”. No Relatório do Ministério da Marinha de 1993 (Arquivo CNV, Relatórios do Exército, Marinha e Aeronáutica, entregues ao Ministro da Justiça Mauricio Corrêa, em dezembro de 1993, NUP: 00092_000830_2012_05 p. 12) e no Relatório do CIE, Ministério do Exército (Arquivo Nacional, SNI: BR_DFANBSB_V8_AC_ACE_54730_86_002 p. 40) também consta esta data para a morte de Maurício.

Tal informação ainda é corroborada pelo depoimento do segundo tenente da Polícia Militar de Goiás, João Alves de Souza, prestado à Comissão Nacional da Verdade, em 20/02/2014, no qual ele confirma o nome de Maurício entre os mortos no “Chafurdo de Natal” (Arquivo CNV, Depoimento de João Alves de Souza, 20 de março de 2014, NUP 00092.000480/2014-31).

O Sargento Santa Cruz também declarou à CNV que Maurício morreu no dia 25/12/1973 (Arquivo CNV, Depoimento de João Santa Cruz Sacramento, 19 de novembro de 2013, NUP: 00092.002249/2013-09).

Sobre o possível local de sepultamento do guerrilheiro, em notícia do Jornal do Brasil de 17/10/1982 denominada “Coluna do Castello: Onde está Maurício Grabois”, há um relato de que o General Hugo Abreu teria admitido tê-lo enterrado na Serra das Andorinhas.

According to the Arroyo Report, Maurício Grabois was one of fifteen people who were at the Military Commission camp at the time of the Armed Forces attack that occurred on 12/25/1973, an episode known as “Christmas Wallowing”. In the 1993 Report of the Ministry of the Navy (CNV Archive, Reports of the Army, Navy and Air Force, delivered to the Minister of Justice Mauricio Corrêa, in December 1993, NUP: 00092_000830_2012_05 p. 12) and in the Report of the CIE, Ministry of the Army (National Archive, SNI: BR_DFANBSB_V8_AC_ACE_54730_86_002 p. 40) this date also appears for Maurício's death.

This information is further corroborated by the testimony of the second lieutenant of the Military Police of Goiás, João Alves de Souza, given to the National Truth Commission, on 02/20/2014, in which he confirms the name of Maurício among those killed in the “Chafurdo de Natal” (CNV Archive, Testimony of João Alves de Souza, March 20, 2014, NUP 00092.000480/2014-31).

Sergeant Santa Cruz also declared to the CNV that Maurício died on 12/25/1973 (CNV Archive, Testimony of João Santa Cruz Sacramento, November 19, 2013, NUP: 00092.002249/2013-09).

Regarding the possible burial place of the guerrilla, in a news item from Jornal do Brasil dated 10/17/1982 called “Castello Column: Where is Maurício Grabois”, there is a report that General Hugo Abreu admitted having buried him in Serra das Andorinhas.

Según el Informe Arroyo, Maurício Grabois era una de las quince personas que se encontraban en el campamento de la Comisión Militar en el momento del ataque de las Fuerzas Armadas ocurrido el 25/12/1973, episodio conocido como “Revuelco de Navidad”. En el Informe del Ministerio de la Marina de 1993 (Archivo CNV, Informes del Ejército, Armada y Fuerza Aérea, entregado al Ministro de Justicia Mauricio Corrêa, en diciembre de 1993, NUP: 00092_000830_2012_05 p. 12) y en el Informe de la CIE, Ministerio del Ejército (Archivo Nacional, SNI: BR_DFANBSB_V8_AC_ACE_54730_86_002 p. 40) esta fecha también aparece para la muerte de Mauricio.

Esta información es corroborada además por el testimonio del segundo teniente de la Policía Militar de Goiás, João Alves de Souza, presentado ante la Comisión Nacional de la Verdad, el 20/02/2014, en el que confirma el nombre de Maurício entre los asesinados en el “Chafurdo de Natal” (Archivo CNV, Testimonio de João Alves de Souza, 20 de marzo de 2014, NUP 00092.000480/2014-31).

El sargento Santa Cruz también declaró a la CNV que Maurício falleció el 25/12/1973 (Archivo CNV, Testimonio de João Santa Cruz Sacramento, 19 de noviembre de 2013, NUP: 00092.002249/2013-09).

Respecto al posible lugar de sepultura del guerrillero, en una noticia del Jornal do Brasil del 17/10/1982 titulada “Columna Castello: ¿Dónde está Maurício Grabois?”, se informa que el general Hugo Abreu admitió haberlo enterrado en la Serra das Andorinhas.

Maurício Grabois é considerado desaparecido político por não terem sido entregues os restos mortais aos seus familiares, o que não permitiu o seu sepultamento até os dias de hoje. Conforme o exposto na Sentença da Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros, “o ato de desaparecimento e sua execução se iniciam com a privação da liberdade da pessoa e a subsequente falta de informação sobre seu destino, e permanece enquanto não se conheça o paradeiro da pessoa desaparecida e se determine com certeza sua identidade”, sendo que o Estado “tem o dever de investigar e, eventualmente, punir os responsáveis”.

Assim, recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de Maurício Grabois; localização de seus restos mortais; retificação da certidão de óbito; entrega de documentos manuscritos que foram ilegalmente apreendidos com Maurício Grabois e que se encontrem sob custódia de particulares ou do Estado; identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos, conforme sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado Brasileiro “a investigar os fatos, julgar e, se for o caso, punir os responsáveis e de determinar o paradeiro das vítimas”.

Maurício Grabois is considered a politically disappeared person because his remains were not handed over to his family, which has not allowed his burial to this day. As stated in the Judgment of the Inter-American Court in the case of Gomes Lund and others, “the act of disappearance and its execution begin with the deprivation of the person's liberty and the subsequent lack of information about their fate, and continues until the whereabouts of the missing person are known and their identity is determined with certainty”, and the State “has the duty to investigate and, eventually, punish those responsible”.

Therefore, it is recommended that investigations into the circumstances of the case of Maurício Grabois continue; location of his remains; rectification of the death certificate; delivery of handwritten documents that were illegally seized from Maurício Grabois and that are in the custody of private individuals or the State; identification and accountability of the other agents involved, according to a ruling by the Inter-American Court of Human Rights that obliges the Brazilian State “to investigate the facts, judge and, if applicable, punish those responsible and determine the whereabouts of the victims”.

Maurício Grabois es considerado desaparecido político porque sus restos no fueron entregados a su familia, que hasta el día de hoy no ha permitido su sepultura. Como lo señala la Sentencia de la Corte Interamericana en el caso Gomes Lund y otros, “el acto de desaparición y su ejecución comienzan con la privación de la libertad de la persona y la posterior falta de información sobre su suerte, y continúa hasta que se conoce el paradero de la persona desaparecida y se determina con certeza su identidad”, y el Estado “tiene el deber de investigar y, eventualmente, sancionar a los responsables”.

Por lo que se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso de Maurício Grabois; ubicación de sus restos; rectificación del certificado de defunción; entrega de documentos manuscritos que fueron confiscados ilegalmente a Maurício Grabois y que se encuentran en custodia de particulares o del Estado; identificación y rendición de cuentas de los demás agentes involucrados, según sentencia de la Corte Interamericana de Derechos Humanos que obliga al Estado brasileño “a investigar los hechos, juzgar y, en su caso, sancionar a los responsables y determinar el paradero de las víctimas”.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO