Foto de Reinaldo Silveira Pimenta

Reinaldo
Silveira
Pimenta

4/3/1945 - 1969
Niterói, RJ
EstudanteStudentAlumno

Reinaldo Silveira Pimenta morreu após ser rendido em seu próprio apartamento, situado à Rua Bolivar, no bairro de Copacabana, em 27 de junho de 1969. De acordo com os relatos dos moradores do prédio publicados no Jornal do Brasil de 1º de julho, moradores do prédio uma viatura da polícia permaneceu, durante algumas horas, próxima ao prédio onde Reinaldo morava. Relataram que agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) chegaram ao prédio por volta das 6 horas da manhã do dia 27 de junho e se dirigiram ao apartamento onde Reinaldo morava e prenderam algumas pessoas que lá se encontravam.

De acordo com registro policial da 13ª Delegacia de Polícia, por ordem de um inspetor do DOPS/GB, após as apreensões realizadas, dois policiais ainda permaneceram escondidos no apartamento. Por volta das 18 horas, Reinaldo chegou ao apartamento sendo rendido pelos policiais. Segundo o prontuário do DOPS/GB Reinaldo “[…] suicidou-se em 27 de junho de 1969, ao ser preso no aparelho da rua Bolívar, n o 124, apto. 510, em Copacabana, alugado pelo Partido”.

O auto de exame cadavérico do IML, assinado pelo médico-legista Mario Martins Rodrigues, apontou que a morte seria decorrente de suicídio. No entanto, os documentos de monitoramento e buscas de integrantes do MR-8, os relatos de vizinhos sobre a presença da polícia no prédio e a invasão dos agentes no apartamento indicam que Reinaldo pode ter sido jogado pela janela do apartamento, vindo a falecer no Hospital Miguel Couto.

A CEMPD considerou não restarem dúvidas da morte por causa não natural de Reinaldo Silveira Pimenta. O homicídio de Reinaldo pode ser depreendido do testemunho do preso político Nielsen Fernandes descrito no Projeto Brasil Nunca Mais: (…) que se o declarante negasse, diziam eles, que teria o mesmo fim que Reynaldo Pimenta” Os restos mortais de Reinaldo Silveira Pimenta foram enterrados no cemitério de Maruí, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

Reinaldo Silveira Pimenta died after being taken into custody in his own apartment, located on Rua Bolivar, in the Copacabana neighborhood, on June 27, 1969. According to reports from the building's residents published in Jornal do Brasil on July 1, a police car remained, for a few hours, close to the building where Reinaldo lived. They reported that agents from the Department of Political and Social Order (DOPS) arrived at the building at around 6 am on June 27th and went to the apartment where Reinaldo lived and arrested some people who were there.

According to police records from the 13th Police Station, by order of a DOPS/GB inspector, after the seizures were made, two police officers still remained hidden in the apartment. Around 6 pm, Reinaldo arrived at the apartment and was taken over by the police. According to the DOPS/GB records, Reinaldo “[…] committed suicide on June 27, 1969, after being arrested in the apparatus on Rua Bolívar, no. 124, apt. 510, in Copacabana, rented by the Party”.

The IML cadaver examination report, signed by coroner Mario Martins Rodrigues, indicated that the death was due to suicide. However, monitoring and search documents from MR-8 members, reports from neighbors about the police presence in the building and the agents' invasion of the apartment indicate that Reinaldo may have been thrown out of the apartment window and died at the Miguel Couto Hospital.

The CEMPD considered that there was no doubt about the death of Reinaldo Silveira Pimenta due to unnatural causes. Reinaldo's murder can be inferred from the testimony of political prisoner Nielsen Fernandes described in the Brazil Never Again Project: (…) that if the declarant denied, they said, he would have the same end as Reynaldo Pimenta.” Reinaldo Silveira Pimenta's mortal remains were buried in the Maruí cemetery, in the city of Niterói, in Rio de Janeiro.

Reinaldo Silveira Pimenta murió tras ser detenido en su propio apartamento, ubicado en la Rua Bolivar, en el barrio de Copacabana, el 27 de junio de 1969. Según informes de los vecinos del edificio publicados en el Jornal do Brasil el 1 de julio, un coche de policía permaneció, durante algunas horas, cerca del edificio donde vivía Reinaldo. Informaron que agentes del Departamento de Orden Político y Social (DOPS) llegaron al edificio alrededor de las 6 de la mañana del 27 de junio y se dirigieron al departamento donde vivía Reinaldo y detuvieron a algunas personas que se encontraban allí.

Según los registros policiales de la Comisaría 13, por orden de un inspector del DOPS/GB, tras las incautaciones, dos policías aún permanecían escondidos en el apartamento. Alrededor de las 6 de la tarde, Reinaldo llegó al departamento y fue detenido por la policía. Según los registros del DOPS/GB, Reinaldo “[…] se suicidó el 27 de junio de 1969, luego de ser detenido en el aparato de la Rua Bolívar, nº 124, apto 510, en Copacabana, alquilado por el Partido”.

El informe de examen del cadáver del IML, firmado por el médico forense Mario Martins Rodrigues, indicó que la muerte se debió a un suicidio. Sin embargo, documentos de seguimiento y búsqueda de miembros del MR-8, informes de vecinos sobre la presencia policial en el edificio y la invasión del departamento por parte de los agentes indican que Reinaldo pudo haber sido arrojado por la ventana del departamento y fallecido en el Hospital Miguel Couto.

El CEMPD consideró que no había dudas sobre la muerte de Reinaldo Silveira Pimenta por causas no naturales. El asesinato de Reinaldo se puede inferir del testimonio del preso político Nielsen Fernandes descrito en el Proyecto Brasil Nunca Más: (…) que si el declarante negaba, dijeron, tendría el mismo fin que Reynaldo Pimenta”. Los restos mortales de Reinaldo Silveira Pimenta fueron enterrados en el cementerio de Maruí, en la ciudad de Niterói, en Río de Janeiro.

Diante das investigações realizadas, conclui-se que Reinaldo Silveira Pimenta morreu em decorrência de ação perpetrada por agentes do Estado brasileiro, em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos promovidas pela ditadura militar, implantada no país a partir de abril de 1964.

Recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso para a identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos.

In view of the investigations carried out, it is concluded that Reinaldo Silveira Pimenta died as a result of action perpetrated by agents of the Brazilian State, in the context of systematic human rights violations promoted by the military dictatorship, implemented in the country from April 1964.

It is recommended that investigations into the circumstances of the case continue to identify and hold the other agents involved accountable.

A la vista de las investigaciones realizadas, se concluye que Reinaldo Silveira Pimenta murió como consecuencia de una acción perpetrada por agentes del Estado brasileño, en el contexto de violaciones sistemáticas de los derechos humanos promovidas por la dictadura militar, implementada en el país a partir de abril de 1964.

Se recomienda que continúen las investigaciones sobre las circunstancias del caso para identificar y responsabilizar a los demás agentes involucrados.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO