Santo
Dias
da Silva
BIOGRAFIA
Santo Dias da Silva era operário metalúrgico e membro da Pastoral Operária de São Paulo. Foi morto pela Polícia Militar quando comandava um piquete de greve, no dia 30 de outubro de 1979. Santo Dias era lavrador, mas foi expulso da terra onde vivia com a família em 1961, após participar de um movimento por melhores condições de trabalho.
Na capital paulista, trabalhou em fábricas e tornou-se um líder operário bastante reconhecido entre os trabalhadores. Em 1978, passou a integrar a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo e o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA). Ao comandar um piquete de greve em frente à fábrica Silvânia, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, foi morto com um tiro na barriga. O movimento era pacífico e contava com a participação de cerca de 50 operários.
Houve grande mobilização dos trabalhadores para protestar contra o assassinato de Santo Dias. O corpo do operário foi retido pela polícia. Só a partir da interferência de sindicalistas e parlamentares, conseguiu-se sua liberação. Foi velado na Igreja da Consolação por milhares de pessoas e, no dia seguinte, houve uma grande marcha até a Praça da Sé para a cerimônia de encomendação do corpo.
Santo Dias se tornou mártir da luta operária. Familiares, amigos e companheiros criaram o Comitê Santo Dias para pressionar pela condenação do soldado Herculano Leonel, acusado de desferir o tiro que matou o operário, e não deixar a história cair no esquecimento. O policial foi condenado em 1982 a seis anos de prisão, mas recorreu e o processo foi arquivado.
O nome de Santo Dias se imortalizou em ruas, parques, pontes e no Centro Santo Dias de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo. Há também o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos, promovido pela Assembleia Legislativa de São Paulo. O local de sua morte é visitado anualmente, no dia em que foi morto, por militantes e sindicalistas.
Santo Dias da Silva was a metallurgical worker and member of the Pastoral Operária de São Paulo. He was killed by the Military Police while commanding a strike picket, on October 30, 1979. Santo Dias was a farmer, but was expelled from the land where he lived with his family in 1961, after participating in a movement for better working conditions.
In the capital of São Paulo, he worked in factories and became a well-recognized labor leader among the workers. In 1978, he joined the São Paulo Metallurgical Union Opposition and the Brazilian Committee for Amnesty (CBA). While commanding a strike picket in front of the Silvânia factory, in Santo Amaro, South Zone of São Paulo, he was killed with a shot in the stomach. The movement was peaceful and had the participation of around 50 workers.
There was a great mobilization of workers to protest against the murder of Santo Dias. The worker's body was retained by the police. Only through the interference of trade unionists and parliamentarians was its release achieved. He was laid to rest at the Consolação Church by thousands of people and, the following day, there was a large march to Praça da Sé for the ceremony to commission the body.
Santo Dias became a martyr in the workers’ struggle. Family, friends and companions created the Santo Dias Committee to press for the conviction of soldier Herculano Leonel, accused of firing the shot that killed the worker, and not let the story fall into oblivion. The police officer was sentenced in 1982 to six years in prison, but appealed and the case was closed.
The name of Santo Dias was immortalized in streets, parks, bridges and in the Santo Dias Center for the Defense of Human Rights of the Archdiocese of São Paulo. There is also the Santo Dias Human Rights Award, promoted by the Legislative Assembly of São Paulo. The place of his death is visited annually, on the day he was killed, by activists and trade unionists.
Santo Dias da Silva era un trabajador metalúrgico y miembro de la Pastoral Operária de São Paulo. Fue asesinado por la Policía Militar mientras comandaba un piquete de huelga, el 30 de octubre de 1979. Santo Dias era agricultor, pero fue expulsado de las tierras donde vivía con su familia en 1961, luego de participar en un movimiento por mejores condiciones laborales.
En la capital de São Paulo, trabajó en fábricas y se convirtió en un líder sindical muy reconocido entre los trabajadores. En 1978 se incorporó a la Oposición Sindicato Metalúrgico de São Paulo y al Comité Brasileño de Amnistía (CBA). Mientras comandaba un piquete de huelga frente a la fábrica de Silvânia, en Santo Amaro, zona sur de São Paulo, fue asesinado de un tiro en el estómago. El movimiento fue pacífico y contó con la participación de alrededor de 50 trabajadores.
Hubo una gran movilización de trabajadores para protestar contra el asesinato de Santo Dias. El cuerpo del trabajador fue retenido por la policía. Sólo gracias a la interferencia de sindicalistas y parlamentarios se logró su liberación. Miles de personas lo enterraron en la Iglesia de la Consolação y, al día siguiente, hubo una gran marcha hasta la Praça da Sé para la ceremonia de entrega del cuerpo.
Santo Dias se convirtió en un mártir de la lucha obrera. Familiares, amigos y compañeros crearon el Comité Santo Días para presionar por la condena del soldado Herculano Leonel, acusado de realizar el disparo que mató al trabajador, y no dejar que la historia caiga en el olvido. El policía fue condenado en 1982 a seis años de prisión, pero apeló y el caso se cerró.
El nombre de Santo Dias quedó inmortalizado en calles, parques, puentes y en el Centro Santo Dias para la Defensa de los Derechos Humanos de la Arquidiócesis de São Paulo. También está el Premio Santo Días de Derechos Humanos, promovido por la Asamblea Legislativa de São Paulo. El lugar de su muerte es visitado anualmente, el día de su asesinato, por activistas y sindicalistas.
CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE
Circunstância da morte não informada.
Circumstance of death not reported.
Circunstancias de la muerte no informadas.
*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br