Foto de Sebastião Gomes dos Santos

Sebastião
Gomes
dos Santos

? - 1969
Rio Grande do Norte, RN
LavradorFarmerAgricultor

O camponês Sebastião Gomes dos Santos foi morto em 30 de maio de 1969, em Cachoeiras do Macacu (RJ), quando uma equipe do Exército realizou uma ofensiva na área, em busca de um suposto foco guerrilheiro. De acordo com a falsa versão, teria morrido após resistir à ação de agentes do Estado, enquanto outros trabalhadores da localidade foram presos. No mesmo período, o ex-sargento Severino Viana Colou, que orientava politicamente os camponeses da região, foi preso numa operação dos órgãos de segurança. Colou foi encontrado morto em uma das celas da 1ª Cia. de Polícia do Exército da Vila Militar, no Rio de Janeiro, no dia 25 de maio de 1969, dias antes da morte de Sebastião Gomes dos Santos. Tanto o corpo do camponês Sebastião Gomes dos Santos como o de Severino Viana Colou foram conduzidos ao IML/RJ somente no dia 2 de junho de 1969. Em processo do Superior Tribunal Militarii , indica-se que Sebastião seria um dos integrantes do grupo de camponeses acusado de pertencer à VAR-Palmares. Há também registros sobre o caso no processo do Supremo Tribunal Militar, onde dois nomes (“Sebastião Gomes dos Santos” e “Sebastião Gomes da Silva”) são utilizados indistintamente ao longo dos testemunhos. Porém, fica claro que o camponês morto foi Sebastião Gomes dos Santos, filho de Pedro Gomes dos Santos, um dos acusados. No processo, há, também, uma descrição da prisão de Severino Viana Colou e informações sobre a morte de Sebastião Gomes dos Santos em tiroteio com agentes policiais. Rosalina Santa Cruz, então militante da VAR-Palmares, afirmou, em depoimentoiii prestado à Comissão Nacional da Verdade, no dia 4 de junho de 2014, que conheceu Sebastião Gomes dos Santos, no período entre 1967 e 1969. Naquela ocasião, Rosalina desenvolvia um trabalho de conscientização e organização dos camponeses, na região de Papucaia, no município de Cachoeiras do Macacu (RJ), onde atuou por intermédio de um contato com o padre Gérson, pároco da Igreja Católica, que já orientava os trabalhadores rurais sob uma perspectiva progressista. Ainda de acordo com o depoimento de Rosalina: “A gente estava lá, trabalhando com os camponeses, tinha mais de vinte camponeses, a gente ensinando o que era socialismo, o que era sociedade de classes e tal…”. Entre os camponeses que participavam dessas atividades estavam Pedro Gomes dos Santos e Leopoldina Gomes dos Santos, e seu filho, Sebastião Gomes dos Santos. Naquele contexto, os camponeses passaram a ter contato com a militância da COLINA e da VAR-Palmares. Em 1969, ao voltar à região, Rosalina Santa Cruz soube que o Exército havia invadido aquela área e que os camponeses haviam se dispersado. Conforme seu depoimento, nesse ínterim, ela reencontrou Pedro Gomes dos Santos e Leopoldina Gomes dos Santos, que então lamentavam o assassinato de seu filho, Sebastião, pelos agentes da repressão. Em função dos riscos de uma nova ofensiva, Rosalina e seu companheiro Geraldo colocaram esses trabalhadores em contato com dirigentes da VAR-Palmares. Assim, Pedro, Leopoldina e outro casal de camponeses foram enviados a outra área de trabalho da organização em Imperatriz, Maranhão, onde mais tarde foram presos. Gilney Viana, diretor do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, realizou um estudoiv sobre o caso da morte de Sebastião Gomes dos Santos. Os dados levantados por ele indicam que, em 30 de maio de 1969, o então Comandante da 1ª Cia. de Polícia do Exército, major Ênio de Albuquerque Lacerda, liderou um grupo de militares responsável pela ofensiva que ocasionou a morte do jovem camponês. No dia seguinte à ocorrência, em 31 de maio de 1969, o major Ênio enviou ofício nº 314/2ª sec ao Tenente Coronel Ary Pereira de Carvalho, encarregado do Inquérito Policial Militar, por meio do qual afirmava que os policiais militares teriam sido recebidos a tiros pelos camponeses. O documento menciona que, no final da operação, localizou-se um corpo identificado como o de “Sebastião Gomes da Silva”: Tivemos então a atenção despertada por sons que nos pareceram provenientes de um machado e vindos de uma mata próxima; para lá nos dirigimos, a exceção do Ten MADRUGA; fomos recebidos a tiros de revólver por dois indivíduos; respondemos ao fogo e, ao final, verificamos que um dos indivíduos havia fugido, deixando cair um revolver “INA” cal. 32 de número 17.863 e, o outro, se encontrava morto e tinha na mão direita um revólver calibre .38, niquelado, de marca “Taurus” de nº 474.920. O corpo foi removido por vossa ordem para o Hospital Central do Exército a fim de ser necropsiado, sendo identificado como SEBASTIÃO GOMES DA SILVA, muito conhecido na região de Papucaia como indivíduo de péssimos antecedentes. Tudo faz crer que o indivíduo que fugiu é conhecido como JAIR, é cunhado do morto, residia na casa citada e gabava-se em Papucaia de possuir armas enterradas para a „revolução que está prestes a eclodir‟. v Em uma segunda versão do Auto de Prisão, Busca e Apreensão, sem data, vi os militares tornam a relatar o ocorrido, revelando os nomes dos cinco militares que participaram da diligência, entre os quais somente o tenente Aluízio Madruga de Moura e Souza não teria participado do evento que resultou na morte de Sebastião Gomes dos Santos. São listados seguintes agentes: o major encarregado da diligência, Ênio de Albuquerque Lacerda; o 1° sargento Wallace Andriatta de Moura e Souza; o 3° sargento Valter da Silva Rangel; o 3° sargento Paulo Roberto de Andrade; e o tenente Aluízio Madruga de Moura e Souza. Nota-se que o próprio major Ênio de Albuquerque Lacerda, mencionado acima, fez uma indicação de quem seria a pessoa que morreu: “Tudo faz crer que o indivíduo que fugiu é conhecido como Jair, é cunhado do morto…”. Nos autos da Apelação nº 40.441, há uma menção ao casamento de Jair da Silva com a filha de Pedro Gomes dos Santos, que seria cunhado de Sebastião Gomes dos Santos, o camponês assassinado. Em documento do Grupo Tortura Nunca Mais de Goiás, datado de 4 de fevereiro de 2004 e juntado ao processo de Severino Viana Colou enviado à CEMDP, foi aduzido que “vários nomes que constam da lista de vítimas do regime militar estão incorretos, entre eles Sebastião Gomes dos Santos, que não é Sebastião Gomes da Silva”. Não há informação, na documentação disponível, sobre o sepultamento de Sebastião Gomes dos Santos.

Peasant Sebastião Gomes dos Santos was killed on May 30, 1969, in Cachoeiras do Macacu (RJ), when an Army team carried out an offensive in the area, searching for a supposed guerrilla focus. According to the false version, he died after resisting the actions of state agents, while other local workers were arrested. In the same period, former sergeant Severino Viana Colou, who provided political guidance to peasants in the region, was arrested in an operation by security agencies. Colou was found dead in one of the cells of the 1st Army Police Company of Vila Militar, in Rio de Janeiro, on May 25, 1969, days before the death of Sebastião Gomes dos Santos. Both the bodies of the peasant Sebastião Gomes dos Santos and that of Severino Viana Colou were taken to the IML/RJ only on June 2, 1969. In a process by the Superior Tribunal Militarii, it is indicated that Sebastião was one of the members of the group of peasants accused of belonging to VAR-Palmares. There are also records about the case in the Supreme Military Court process, where two names (“Sebastião Gomes dos Santos” and “Sebastião Gomes da Silva”) are used interchangeably throughout the testimonies. However, it is clear that the peasant killed was Sebastião Gomes dos Santos, son of Pedro Gomes dos Santos, one of the accused. The process also contains a description of the arrest of Severino Viana Colou and information about the death of Sebastião Gomes dos Santos in a shootout with police officers. Rosalina Santa Cruz, then a member of VAR-Palmares, stated, in a statement given to the National Truth Commission, on June 4, 2014, that she met Sebastião Gomes dos Santos, in the period between 1967 and 1969. On that occasion, Rosalina was developing awareness and organizing work among peasants, in the region of Papucaia, in the municipality of Cachoeiras do Macacu (RJ), where she worked through contact with the priest Gérson, parish priest of the Catholic Church, who already guided rural workers from a progressive perspective. Still according to Rosalina's statement: “We were there, working with the peasants, there were more than twenty peasants, teaching us what socialism was, what class society was and so on…”. Among the peasants who participated in these activities were Pedro Gomes dos Santos and Leopoldina Gomes dos Santos, and their son, Sebastião Gomes dos Santos. In that context, the peasants came into contact with the COLINA and VAR-Palmares activists. In 1969, upon returning to the region, Rosalina Santa Cruz learned that the Army had invaded that area and that the peasants had dispersed. According to her testimony, in the meantime, she met Pedro Gomes dos Santos and Leopoldina Gomes dos Santos, who were then lamenting the murder of their son, Sebastião, by repression agents. Due to the risks of a new offensive, Rosalina and her partner Geraldo put these workers in contact with VAR-Palmares leaders. Thus, Pedro, Leopoldina and another peasant couple were sent to another area of ​​the organization's work in Imperatriz, Maranhão, where they were later arrested. Gilney Viana, director of the Right to Memory and Truth project, from the Human Rights Secretariat of the Presidency of the Republic, carried out a studyiv on the case of the death of Sebastião Gomes dos Santos. The data collected by him indicate that, on May 30, 1969, the then Commander of the 1st Army Police Company, Major Ênio de Albuquerque Lacerda, led a group of soldiers responsible for the offensive that caused the death of the young peasant. The day after the incident, on May 31, 1969, Major Ênio sent letter No. 314/2ª sec to Lieutenant Colonel Ary Pereira de Carvalho, in charge of the Military Police Inquiry, in which he stated that the military police had been shot at by the peasants. The document mentions that, at the end of the operation, a body identified as that of “Sebastião Gomes da Silva” was located: Our attention was then awakened by sounds that seemed to us to be coming from an ax and coming from a nearby forest; We headed there, with the exception of Lt. MADRUGA; we were received with revolver shots by two individuals; We returned fire and, in the end, we found that one of the individuals had fled, dropping an “INA” cal revolver. 32, number 17,863, and the other was dead and had in his right hand a nickel-plated .38 caliber revolver, brand “Taurus”, number 474,920. The body was removed by your order to the Army Central Hospital for an autopsy, and was identified as SEBASTIÃO GOMES DA SILVA, well known in the Papucaia region as an individual with a very bad record. Everything suggests that the individual who fled is known as JAIR, is the dead man's brother-in-law, lived in the aforementioned house and boasted in Papucaia that he had buried weapons for the 'revolution that is about to break out.' and Souza would not have participated in the event that resulted in the death of Sebastião Gomes dos Santos. The following agents are listed: the major in charge of the investigation, Ênio de Albuquerque Lacerda; the 1st sergeant Wallace Andriatta de Moura e Souza; de Albuquerque Lacerda, mentioned above, made an indication of who the person who died was: “Everything suggests that the individual who fled is known as Jair, he is the brother-in-law of the deceased…” In the records of Appeal No. 40,441, there is a mention of Jair da Silva’s marriage to the daughter of Pedro Gomes dos Santos, who would be the brother-in-law of Sebastião Gomes dos Santos, the murdered peasant. dated February 4, 2004 and attached to Severino Viana Colou's file sent to CEMDP, it was stated that “several names appearing on the list of victims of the military regime are incorrect, including Sebastião Gomes dos Santos, who is not Sebastião Gomes da Silva”.

El campesino Sebastião Gomes dos Santos fue asesinado el 30 de mayo de 1969, en Cachoeiras do Macacu (RJ), cuando un equipo del Ejército realizó una ofensiva en la zona, en busca de un supuesto foco guerrillero. Según la versión falsa, murió tras resistirse al accionar de agentes estatales, mientras que otros trabajadores locales fueron detenidos. En el mismo período, el ex sargento Severino Viana Colou, que brindaba orientación política a los campesinos de la región, fue detenido en un operativo de los organismos de seguridad. Colou fue encontrado muerto en una de las celdas de la 1.ª Compañía de Policía del Ejército de Vila Militar, en Río de Janeiro, el 25 de mayo de 1969, días antes de la muerte de Sebastião Gomes dos Santos. Tanto los cuerpos del campesino Sebastião Gomes dos Santos como el de Severino Viana Colou fueron llevados al IML/RJ recién el 2 de junio de 1969. En un proceso ante el Tribunal Superior Militarii, se indica que Sebastião era uno de los miembros del grupo de campesinos acusados ​​de pertenecer al VAR-Palmares. También hay registros sobre el caso en el proceso del Tribunal Supremo Militar, donde dos nombres (“Sebastião Gomes dos Santos” y “Sebastião Gomes da Silva”) se utilizan indistintamente a lo largo de los testimonios. Sin embargo, está claro que el campesino asesinado era Sebastião Gomes dos Santos, hijo de Pedro Gomes dos Santos, uno de los acusados. El proceso también contiene una descripción de la detención de Severino Viana Colou e información sobre la muerte de Sebastião Gomes dos Santos en un tiroteo con agentes de policía. Rosalina Santa Cruz, entonces miembro del VAR-Palmares, afirmó, en declaración ante la Comisión Nacional de la Verdad, el 4 de junio de 2014, que conoció a Sebastião Gomes dos Santos, en el período comprendido entre 1967 y 1969. En esa ocasión, Rosalina estaba desarrollando la sensibilización y la organización del trabajo entre los campesinos, en la región de Papucaia, en el municipio de Cachoeiras do Macacu (RJ), donde trabajó a través del contacto con el sacerdote. Gérson, párroco de la Iglesia católica, que ya guió a los trabajadores rurales desde una perspectiva progresista. Aún según la declaración de Rosalina: “Estábamos allí, trabajando con los campesinos, éramos más de veinte campesinos, enseñándonos qué era el socialismo, qué era la sociedad de clases y demás…”. Entre los campesinos que participaron de estas actividades se encontraban Pedro Gomes dos Santos y Leopoldina Gomes dos Santos, y su hijo, Sebastião Gomes dos Santos. En ese contexto, los campesinos entraron en contacto con los activistas de COLINA y VAR-Palmares. En 1969, al regresar a la región, Rosalina Santa Cruz se enteró de que el Ejército había invadido esa zona y que los campesinos se habían dispersado. Según su testimonio, mientras tanto se reunió con Pedro Gomes dos Santos y Leopoldina Gomes dos Santos, quienes en ese momento lamentaban el asesinato de su hijo, Sebastião, por agentes de la represión. Ante los riesgos de una nueva ofensiva, Rosalina y su compañero Geraldo pusieron en contacto a estos trabajadores con dirigentes del VAR-Palmares. Así, Pedro, Leopoldina y otra pareja de campesinos fueron enviados a otra zona de trabajo de la organización en Imperatriz, Maranhão, donde luego fueron detenidos. Gilney Viana, directora del proyecto Derecho a la Memoria y a la Verdad, de la Secretaría de Derechos Humanos de la Presidencia de la República, realizó un estudioiv sobre el caso de la muerte de Sebastião Gomes dos Santos. Los datos recogidos por él indican que, el 30 de mayo de 1969, el entonces comandante de la 1.ª Compañía de Policía del Ejército, mayor Ênio de Albuquerque Lacerda, encabezó un grupo de militares responsables de la ofensiva que provocó la muerte del joven campesino. Al día siguiente del incidente, el 31 de mayo de 1969, el Mayor Ênio envió la carta No. 314/2ª sec al Teniente Coronel Ary Pereira de Carvalho, encargado de la Investigación de la Policía Militar, en la que afirmaba que los policías militares habían sido atacados a tiros por los campesinos. El documento menciona que, al final del operativo, fue localizado un cuerpo identificado como el de “Sebastião Gomes da Silva”: Nuestra atención fue entonces despertada por sonidos que nos parecían provenientes de un hacha y provenientes de un bosque cercano; Allí nos dirigimos, a excepción del teniente MADRUGA; fuimos recibidos con disparos de revólver por dos sujetos; Respondimos al fuego y al final encontramos que uno de los sujetos se había dado a la fuga, tirando un revólver calibre “INA”. 32, número 17.863, y el otro estaba muerto y tenía en su mano derecha un revólver niquelado calibre .38, marca “Taurus”, número 474.920. El cuerpo fue trasladado por orden suya al Hospital Central del Ejército para la realización de la autopsia, y fue identificado como SEBASTIÃO GOMES DA SILVA, conocido en la región de Papucaia como un individuo con muy malos antecedentes. Todo hace suponer que el individuo que huyó se conoce como JAIR, es cuñado del fallecido, vivía en la referida casa y se jactaba en Papucaia de haber enterrado armas para la 'revolución que está por estallar'. y Souza no habría participado en el hecho que resultó en la muerte de Sebastião Gomes dos Santos. Se enumeran los siguientes agentes: el mayor encargado de la investigación, Ênio de Albuquerque Lacerda; el sargento primero Wallace Andriatta de Moura e Souza; de Albuquerque Lacerda, antes mencionado, hizo una indicación de quién era la persona que murió: “Todo hace pensar que el individuo que huyó se conoce como Jair, es cuñado del fallecido…” En el expediente del Recurso N° 40.441, se hace mención del matrimonio de Jair da Silva con la hija de Pedro Gomes dos Santos, quien sería cuñado de Sebastião Gomes dos Santos, el campesino asesinado. de 4 de febrero de 2004 y adjunto al expediente de Severino Viana Colou enviado al CEMDP, se afirma que “varios nombres que aparecen en la lista de víctimas del régimen militar son incorrectos, incluido Sebastião Gomes dos Santos, que no es Sebastião Gomes da Silva”.

Diante das investigações realizadas, concluiu-se que Sebastião Gomes dos Santos morreu em decorrência de ação perpetrada por agentes do Estado brasileiro, em contexto de sistemáticas violações de direitos humanos, promovidas pela ditadura militar implantada no país a partir de abril de 1964. Recomenda-se a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso, para a identificação e responsabilização de todos os envolvidos na morte de Sebastião Gomes dos Santos.

In view of the investigations carried out, it was concluded that Sebastião Gomes dos Santos died as a result of an action perpetrated by agents of the Brazilian State, in a context of systematic human rights violations, promoted by the military dictatorship implemented in the country from April 1964. It is recommended that investigations continue into the circumstances of the case, in order to identify and hold responsible all those involved in the death of Sebastião Gomes dos Santos.

En vista de las investigaciones realizadas, se concluyó que Sebastião Gomes dos Santos murió como resultado de una acción perpetrada por agentes del Estado brasileño, en un contexto de violaciones sistemáticas de los derechos humanos, promovidas por la dictadura militar implementada en el país a partir de abril de 1964. Se recomienda continuar con las investigaciones sobre las circunstancias del caso, a fin de identificar y responsabilizar a todos los involucrados en la muerte de Sebastião Gomes dos Santos.

*Texto retirado de memoriasdaditadura.org.br

ORDEM E PROGRESSO